KURSK — Um drone atingiu uma torre de resfriamento da usina nuclear de Kursk, na Rússia, durante a madrugada de quinta-feira (17), informou a Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA). O impacto não alterou o funcionamento do reator associado à estrutura e não provocou incêndio.
A usina fica em território russo, nas proximidades da fronteira com a Ucrânia. A AIEA não atribuiu a responsabilidade pelo ataque e voltou a pedir “máxima contenção militar” nas proximidades de instalações nucleares.
Reator continuou em operação
Segundo a agência, o reator estava funcionando no momento em que a torre foi atingida. As condições de operação permaneceram inalteradas após o episódio.
“A torre de resfriamento de um reator da usina nuclear de Kursk, na Federação Russa, foi atingida por um drone na madrugada de quinta-feira”, informou a AIEA.
Em outro comunicado, a agência afirmou que “o reator estava em operação no momento, mas seu regime de funcionamento não foi alterado e não houve incêndio”.
As informações foram divulgadas nesta sexta-feira (18). O impacto ficou restrito à torre de resfriamento, conforme os dados recebidos pela AIEA.
Acompanhamento da segurança nuclear
A agência acompanha incidentes envolvendo usinas e infraestrutura energética desde o início da guerra entre Rússia e Ucrânia. Em documentos anteriores sobre instalações afetadas pelo conflito, a AIEA destacou a necessidade de preservar estruturas, sistemas e componentes essenciais à operação segura das usinas.
A agência também considera que atividades militares nas proximidades de instalações atômicas podem representar riscos à segurança nuclear. No caso de Kursk, não houve alteração no regime de funcionamento do reator, mas o pedido de contenção militar indica a preocupação com novos episódios envolvendo a instalação.








