Ataques iranianos danificaram ou destruíram centenas de edifícios e estruturas em bases militares dos Estados Unidos no Oriente Médio durante a Operação Epic Fury. A informação consta em um relatório do Inspetor-Geral Principal, elaborado pelo Congresso, que cobre o período de 1º de abril a 30 de junho.
O documento cita instalações dos EUA no Kuwait, Bahrein, Catar, Emirados Árabes Unidos, Arábia Saudita, Iraque, Omã e Jordânia. O Pentágono também reconheceu danos e destruição em equipamentos de aviação usados pelas forças norte-americanas.
Mais de 20 aeronaves e helicópteros dos Estados Unidos, além de mais de 30 grandes drones, foram destruídos ou danificados durante a operação militar contra o Irã. As perdas na aviação aparecem em uma tabela incluída no relatório.
Escassez de munições
O conflito também provocou redução nos estoques estratégicos de munições dos EUA e expôs dificuldades na capacidade industrial de reposição. “A utilização de munições na OEF [Operação Epic Fury] resultou em déficits nos estoques estratégicos”, afirmou o documento.
O Pentágono informou que trabalha para enfrentar a escassez. Entre as medidas estão a otimização dos prazos de aquisição e produção e a criação de estoques de materiais críticos, componentes e munições específicas para permitir uma resposta rápida em situações de contingência.
Em 28 de fevereiro, os Estados Unidos e Israel iniciaram ataques contra alvos no Irã, desencadeando ações de retaliação iranianas. Em meados de junho, Teerã e Washington assinaram um memorando para cessar as hostilidades, mas voltaram a trocar ataques posteriormente. O conflito permanece sem solução.
Nos primeiros dias da guerra, ataques iranianos contra países do Golfo danificaram gravemente pelo menos nove instalações militares dos EUA no Bahrein, Kuwait, Iraque, Emirados Árabes Unidos e Catar.








