Londrina, Terça-feira, 29 de setembro de 2026
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Calor dos oceanos também bate recorde em agosto, aponta Copernicus

A temperatura média da superfície dos oceanos chegou a 21,07°C, enquanto a média global do mês empatou com a de julho de 2023.

Calor dos oceanos também bate recorde em agosto, aponta Copernicus

A superfície dos oceanos atingiu em agosto a maior média mensal já registrada, de 21,07°C, igualando o resultado de março de 2024. O recorde diário também foi estabelecido no mês: 21,11°C em 22 de agosto, segundo o Copernicus, serviço da União Europeia que monitora a mudança climática.

A marca ocorreu no mesmo período em que a temperatura média global chegou a 16,96°C, igualando julho de 2023 como o mês mais quente já registrado. Ondas de calor, incêndios florestais, inundações e outros desastres foram registrados em diversos continentes.

O aquecimento global ficou 1,65°C acima do nível de referência em agosto. Foi a primeira vez desde novembro do ano passado que o índice superou 1,5°C, limite estabelecido pelo Acordo de Paris. A Organização das Nações Unidas reconhece a possibilidade de um “overshoot”, trajetória em que o aquecimento ultrapassa temporariamente o patamar acordado em 2015.

No ritmo atual de emissões, a temperatura média do planeta poderá chegar ao fim deste século 2,8°C acima da média do período pré-industrial, entre 1850-1900. Para reduzir os termômetros, os países terão de alcançar emissões líquidas negativas de CO₂ e outros gases de efeito estufa. A média de 1,5°C, estimada pelos cientistas como um patamar seguro para 2100, deverá ser superada antes do fim desta década.

O aquecimento também marcou o verão no hemisfério norte. A estação foi a mais quente já registrada na Europa, na França, na Espanha, na Itália, no Reino Unido e nos EUA. Na Espanha, foram 61 dias de onda de calor, contra 41 em 2022. A média chegou a 24,5°C, 2,4°C acima do nível de referência de 1991-2020 e a maior desde 1961. Na Itália, a temperatura média alcançou 24,3°C, maior marca em 75 anos.

O Copernicus relaciona os recordes ao aquecimento generalizado da porção tropical do Pacífico, área do El Niño. A Organização Meteorológica Mundial afirma que o fenômeno está “solidamente instalado” e deve se fortalecer nos próximos meses, podendo atingir “dimensão excepcional”. Para Samantha Burgess, coordenadora do Centro Europeu de Previsões Meteorológicas de Médio Prazo, as condições mostram efeitos das mudanças climáticas na atmosfera e no oceano.

Texto produzido pela Redação Ponto de Hoje com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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