NEPAL — Equipes de resgate concentram as buscas em três túneis de um projeto hidrelétrico onde dezenas de trabalhadores podem estar presos após uma geleira desabar em um rio, na fronteira entre Nepal e China, em 26 de agosto. A queda soterrou as entradas com detritos e lama e isolou pessoas no interior das estruturas.
A tragédia deixou 1.399 mortos e mais de 5.500 desaparecidos, incluindo quase 800 estrangeiros. As autoridades informaram que 1.356 corpos foram recuperados no Nepal e que 4.994 pessoas continuam desaparecidas. Do lado chinês, há 43 mortos e 519 desaparecidos.
Entre os desaparecidos estão centenas de trabalhadores de projetos hidrelétricos. Dois nepaleses e um chinês foram retirados com vida na sexta-feira, 4, e no sábado, 5. Durante o fim de semana, uma idosa também foi resgatada dos escombros de sua casa.
O Exército afirmou que as buscas seguem “com a mesma intensidade do primeiro dia”. Um porta-voz militar, Raja Ram Basnet, disse que os esforços estão divididos entre terra, ar e túneis. Arnold Dix, especialista australiano que participa da operação, afirmou que há várias ações simultâneas, em locais diferentes e com riscos próprios.
Famílias cobram resultados
Na segunda-feira, 7, bandeiras foram colocadas a meio-mastro em Katmandu, capital do Nepal, durante o 13º dia de luto. Centenas de pessoas participaram de vigílias com velas, conforme a tradição hindu.
Parentes dos trabalhadores desaparecidos também se reuniram em uma praça da cidade. Uma faixa questionava quanto tempo as famílias continuariam esperando e chorando. Reena Amatya Shrestha, que não tem notícias do irmão, o geólogo Sumesh Amatya, disse: “Queremos resultados”. Ele trabalhava nas obras da represa Trishuli-3, na fronteira com a China. Shrestha afirmou ainda que as famílias mantêm esperança.








