O Vitória tenta impedir o encerramento do contrato com a 7K, sua patrocinadora máster. A empresa comunicou a intenção de rescindir a parceria firmada em janeiro de 2025, alegando a medida provisória que proíbe a operação de bets no Brasil.
A diretoria do clube considera que a medida permite apenas a suspensão do acordo, porque ainda pode ser derrubada pelo Congresso Nacional. O Vitória enviou uma contra-notificação e aguarda uma resposta da empresa.
“Recebemos com surpresa a notificação de rescisão. Entendemos que não cabe”, afirmou o presidente do Vitória, Fábio Mota.
O contrato entre Vitória e 7K tem validade até dezembro de 2027. Quando foi assinado, o valor anual previsto era de R$ 16 milhões. Com os reajustes, a diretoria projeta que a quantia chegaria a R$ 45 milhões em 2027.
Grupo e outros clubes
A 7K pertence ao grupo Ana Gaming, que também controla a Verabet e a Cassino bet. Juntas, as três marcas informam ter 3,04 milhões de usuários ativos. A empresa encerrou antecipadamente, em janeiro, o patrocínio ao Fortaleza.
Até o fim de 2025, a 7K também patrocinava o Santos. A marca passou ainda por Mirassol, Novorizontino, Operário-PR, Athletic-MG, Ituano e Brusque. O grupo tinha o atacante Hulk e o comentarista Craque Neto como embaixadores.
Duas ações no Supremo Tribunal Federal discutem a derrubada da medida provisória. O Flamengo participa dos processos como parte interessada e estima perdas entre R$ 400 milhões e R$ 430 milhões até 2027. O clube é patrocinado pela Betano.
Uma terceira ação, apresentada em 2024, também passou a tratar da medida. O processo foi movido pela Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo contra a regulamentação das bets, promulgada em 2023.
A entidade afirma que a regulamentação aumentou o endividamento das famílias por causa de comportamentos financeiros de alto risco. Flamengo e Fluminense integram o processo como partes interessadas.








