BALNEÁRIO RINCÃO — Uma pessoa que comprou móveis de uma loja de usados foi autuada por receptação culposa depois que o proprietário de uma casa reconheceu os objetos em uma publicação nas redes sociais. A Polícia Civil de Criciúma informou que os itens haviam sido retirados do imóvel após uma locação de uma noite.
O dono procurou moradores da região e obteve uma foto de um caminhão de mudanças usado na retirada. Durante a movimentação, a suspeita teria dito aos vizinhos que havia comprado a casa e seria a nova proprietária. A publicação que levou à identificação dos bens havia sido feita por outra loja, ligada a um parente do dono do caminhão.
Depois de denunciar o caso, o proprietário recebeu orientação para conferir os produtos pessoalmente. Na loja, confirmou que os móveis e eletrodomésticos estavam no local. Uma viatura policial estava estacionada em frente ao estabelecimento, e ele pediu ajuda aos agentes. A pessoa que havia comprado os objetos foi autuada por receptação culposa, situação em que não há intenção de adquirir produto proveniente de crime.
Entre os bens localizados estavam uma geladeira, uma máquina lava e seca, um televisor de 32 polegadas, um sofá, três banquetas, duas camas box, quatro mesas de cabeceira e um balcão de banheiro. A suspeita teria vendido tudo por R$ 3,8 mil. O proprietário calcula que o conjunto valia aproximadamente R$ 17 mil.
Locação e investigação
A ocorrência foi descoberta quando a vítima voltou à residência para organizar o imóvel e encontrou a casa vazia. A reserva tinha sido feita para a manhã do dia 23 de setembro por uma mulher que se apresentou como enfermeira de um hospital da região.
No dia seguinte, o proprietário informou que ela poderia permanecer na casa até as 13h. A mulher havia perguntado qual seria o horário-limite e afirmou que sairia às 12h. Depois do período combinado, como não conseguia contato, o dono foi até o imóvel e percebeu, pela janela, que os móveis tinham desaparecido.
A mulher não havia sido localizada na última atualização e não teve o nome divulgado. A Polícia Civil também informou que ela é suspeita de aplicar golpes contra outras pessoas, incluindo familiares.
O Airbnb informou que suspendeu a conta da hóspede enquanto apura o caso. A empresa afirmou que as reservas contam com proteção contra danos ao anfitrião, com cobertura de até 3 milhões de dólares para prejuízos provocados por danos ou furtos durante a estadia. Também disse manter uma equipe para atender autoridades públicas e apoiar eventual investigação.








