SÃO PAULO — A Polícia Civil de São Paulo identificou seis torcedores do Corinthians suspeitos de envolvimento no tumulto ocorrido após a eliminação do clube na Libertadores. Os depoimentos começam nesta segunda-feira, e os investigados podem ser proibidos de frequentar estádios por até três anos.
Os torcedores seriam ligados à organizada Camisa 12. Conforme os relatos reunidos na investigação, carros teriam sido parados nas proximidades da Neo Química Arena para tentar reconhecer jogadores do Corinthians que deixavam o estádio depois da derrota para o Estudiantes.
Investigação em andamento
Os identificados serão ouvidos pela Delegacia de Repressão aos Delitos de Intolerância Esportiva (Drade). A Polícia Civil ainda procura outras pessoas que possam ter participado do episódio.
O caso é investigado como promoção de tumulto, conduta prevista no artigo 201 da Lei Geral do Esporte. A punição inicial varia de um a dois anos, mas a sentença pode determinar a proibição de comparecimento às proximidades de arenas esportivas e a locais de eventos esportivos por até três anos.
A restrição depende de condenação e considera a gravidade da conduta. A lei prevê a conversão da pena de reclusão quando o agente for primário, tiver bons antecedentes e não tiver sido punido anteriormente por condutas previstas no mesmo artigo.
O tumulto aconteceu depois da derrota do Corinthians por 1 a 0 para o Estudiantes, em 16 de setembro, na Neo Química Arena. O resultado eliminou o time nas quartas de final da Libertadores, após o empate por 1 a 1 na Argentina. Alexis Castro marcou o único gol da partida, e Memphis Depay perdeu um pênalti no último lance.









