O Fluminense pode ter prejuízo com camisas já produzidas e disponíveis nas lojas oficiais após a entrada em vigor da medida provisória que envolve as bets. O presidente do clube, Mattheus Montenegro, afirmou que a restrição à comercialização de peças com a marca do patrocinador pode atingir produtos adquiridos pelos lojistas antes da mudança.
O clube tem mais de 30 lojas oficiais, que mantêm grande quantidade de itens em estoque. A preocupação apresentada por Montenegro é que esses estabelecimentos sejam impedidos de vender as camisas, mesmo tendo comprado os produtos previamente.
A medida também pode afetar funcionários, lojistas e outros profissionais envolvidos na comercialização. “O futebol tem uma cadeia muito grande, todos são prejudicados”, afirmou o presidente do Fluminense.
Data prevista e cobrança ao clube
Montenegro relacionou a possibilidade de restrição ao calendário do futebol. O próximo jogo do Fluminense está marcado para 8 de outubro, enquanto a medida provisória estabeleceria a proibição a partir de 5 de outubro.
Os lojistas, segundo o dirigente, não sabem como proceder diante da possibilidade de ficarem com produtos que não poderão ser vendidos. “A responsabilidade no fim do dia sempre volta para o clube”, disse.
A avaliação é de que os comerciantes poderiam cobrar do Fluminense o ressarcimento pelos prejuízos. O clube, por sua vez, teria de buscar uma solução para as perdas associadas à impossibilidade de comercializar as camisas.
O impacto estimado pelo Fluminense não se limita aos produtos nas lojas. Montenegro afirmou que o clube calcula prejuízo superior a R$ 100 milhões com a medida provisória, considerando contratos de patrocínio, diferentes propriedades comerciais e materiais que já foram produzidos.








