O contrato entre Fluminense e Superbet entrou no centro da discussão sobre a Medida Provisória que proibiu as bets no país. A empresa patrocina o clube como máster e comunicou a possibilidade de encerrar o vínculo se a nova legislação impedir o cumprimento do acordo.
O compromisso foi renovado em março e tem validade até o fim de 2029. O Fluminense recebe R$ 53 milhões fixos por temporada, com possibilidade de mais R$ 33 milhões em bônus. Apesar do aviso da Superbet, a publicação da MP não provocou a rescisão automática do contrato.
Reunião com os clubes
O Governo Federal pretende reunir, na próxima semana, representantes de clubes brasileiros. A articulação ficará sob responsabilidade do ministro do Esporte, Paulo Henrique Perna Cordeiro, que quer ouvir as demandas dos times e avaliar os possíveis efeitos financeiros da medida.
Paulo Henrique afirmou que o futebol brasileiro não dependia das casas de apostas antes da expansão do setor. “O futebol sempre viveu sem as bets”, declarou.
A reunião também deverá receber relatos dos dirigentes sobre possíveis prejuízos. Grandes equipes já se posicionaram contra a decisão do governo, e os clubes poderão apresentar diretamente suas preocupações sobre contratos e patrocínios.
O presidente do Fluminense, Mattheus Montenegro, afirmou que a mudança pode reduzir o valor dos patrocínios no futebol brasileiro. Na avaliação dele, diversos clubes podem precisar procurar novos parceiros ao mesmo tempo, em meio à discussão sobre os efeitos da MP no setor.








