Londrina, Terça-feira, 29 de setembro de 2026
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LaLiga eleva limite de gastos e critica modelo financeiro da Premier League

Clubes da primeira divisão poderão gastar 15% a mais na temporada 2026/2027; na segunda, o aumento será de 25%.

LaLiga eleva limite de gastos e critica modelo financeiro da Premier League
Foto: Ricardo Magatti/Estadão

A LaLiga elevou os limites de gastos dos clubes para a temporada 2026/2027. As equipes da primeira divisão poderão gastar, em média, 15% a mais do que na temporada passada. Na segunda divisão, o teto aumentou 25%.

A métrica inclui salários e encargos sociais, pagamentos variáveis a atletas e comissão técnica, além de custos de transferências, como comissões de intermediários e amortização de investimentos.

Modelo espanhol e crítica à Premier League

Javier Tebas, presidente da LaLiga, e Javier Gómez, diretor-geral corporativo, defenderam o sistema espanhol durante um encontro com jornalistas especializados em negócios do futebol realizado na quinta-feira (10). O modelo estabelece limites individuais conforme a situação financeira de cada clube, com percentuais que variam de 62% a 73% da receita.

A proposta foi apresentada em contraste com o sistema da Premier League, que fixou em 85% da receita o custo com salários e aquisições de direitos de atletas. Para Tebas e Gómez, os 15% restantes seriam insuficientes para cobrir estrutura, funcionários, estádio, juros e outras despesas.

Os dirigentes também afirmaram que a possibilidade de clubes ingleses ampliarem os gastos com base no lucro obtido em transferências pode estimular negociações por valores cada vez maiores e contribuir para a inflação no mercado de atletas.

A LaLiga apresentou os limites individuais dos 40 clubes das duas primeiras divisões espanholas. Na elite, a diferença entre o maior e o menor teto é de 41 vezes.

O Real Madrid tem o maior limite de custo de plantel esportivo, com 833 milhões de euros. O Barcelona aparece em segundo, com 583 milhões de euros, acima dos 432 milhões da temporada passada. O Atlético de Madrid ocupa a terceira posição.

Controle preventivo

O limite é calculado antes do início da temporada a partir da receita projetada de cada clube. Foi esse mecanismo que dificultou ao Barcelona a inscrição de reforços nas últimas janelas de transferência.

Tebas afirmou que a competitividade não depende apenas de haver dois ou três candidatos ao título, mas também da pontuação alcançada. Na temporada 2025/2026, o Barcelona foi campeão com 94 pontos, contra 86 do Real Madrid.

“Cada um gasta o que pode”, disse o presidente da LaLiga ao comentar a diferença entre os clubes. Ele também relacionou a desigualdade ao novo formato das competições europeias e à concentração das receitas audiovisuais.

Segundo Tebas, um clube que disputa a Champions League fatura 35, enquanto aquele que não participa da competição fatura 5. Para o dirigente, esse cenário cria um futebol de duas velocidades.

O controle financeiro da LaLiga tem 14 anos e conta com uma comissão de acompanhamento formada por seis clubes, cada um representado por um vice-presidente. Tebas afirmou que os clubes apoiam as regras e participam da governança do sistema.

Barcelona e Sevilla

O Barcelona foi citado como exemplo de recuperação financeira. A receita do clube catalão está hoje em cerca de 1 bilhão de euros e, segundo a LaLiga, cresceu com transferências de atletas, o que permitiu avançar no pagamento da dívida.

O Sevilla foi usado para ilustrar o impacto da perda de receitas europeias. Javier Gómez afirmou que o clube acumula 140 milhões de euros em perdas nas temporadas recentes, atribuídas à ausência da receita da Liga dos Campeões.

A LaLiga informou que o Sevilla reduziu o patamar de gastos de 265 milhões para 135 milhões em dois anos e deve terminar a temporada 2026/2027 próximo do equilíbrio. Tebas comparou a saída de um clube da Liga dos Campeões a um rebaixamento para a segunda divisão.

“Não há reticências, não há mesmo”, afirmou Tebas sobre a aceitação das regras pelos clubes. Para ele, o modelo espanhol, ao lado do adotado pela Bundesliga, deve servir de referência para o futebol europeu.

Texto produzido pela Redação Ponto de Hoje com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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