Londrina, Terça-feira, 29 de setembro de 2026
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Quatro ligas europeias pressionam a Fifa por mudanças na governança

Premier League, Bundesliga, LaLiga e Serie A pedem limites ao poder presidencial e maior participação do futebol nas decisões.

Quatro ligas europeias pressionam a Fifa por mudanças na governança

Premier League, Bundesliga, LaLiga e Serie A divulgaram um comunicado conjunto em defesa de uma reforma na governança da Fifa. As ligas pedem maior participação de federações, confederações, clubes, jogadores e outros setores do futebol nas decisões da entidade, além de limites mais claros para as atribuições da presidência.

A mobilização ocorre após contestações a propostas associadas à gestão de Gianni Infantino, entre elas a FIFA Forward Enterprise (FFE). O projeto previa a entrada de investidores privados nas operações comerciais da Fifa e nos direitos de torneios da entidade, incluindo a Copa do Mundo. A iniciativa foi retirada depois da reação de federações e confederações.

“O futuro da Fifa importa para todas as pessoas que se preocupam com o futebol”, diz o comunicado das ligas. O documento afirma que a crítica não se limita a Infantino, mas envolve a concentração de funções regulatórias, comerciais e políticas na presidência, sem mecanismos de controle e equilíbrio considerados suficientes.

Calendário e proposta de mudança

As ligas também questionam o Calendário Internacional de Jogos. Segundo o comunicado, a ampliação dos períodos de interrupção das competições nacionais ocorre sem participação efetiva das partes afetadas. As entidades lembram que cerca de 1% dos jogadores profissionais disputa a Copa do Mundo e citam uma denúncia apresentada à Comissão Europeia, em outubro de 2024, contra a condução do calendário.

O grupo defende a criação de um órgão permanente com representantes de federações, ligas, clubes e jogadores. A estrutura teria participação efetiva nas decisões da Fifa. As ligas também pedem avaliações independentes para projetos de grande impacto e separação mais clara entre as funções regulatórias e comerciais da entidade.

Infantino propõe avaliação externa

Em carta às associações-membro, Infantino reconheceu que a FFE provocou preocupação por ter sido divulgada antes de passar por todas as instâncias previstas. O presidente afirmou que o projeto foi retirado e não seguirá adiante, mas defendeu a busca por novas formas de ampliar os recursos destinados ao desenvolvimento do futebol.

Infantino propôs uma avaliação externa e independente do modelo de governança para grandes projetos estratégicos. Também sugeriu consultas com confederações, federações e outras partes envolvidas sobre a tomada de decisões, incluindo as funções do presidente, do Bureau, do Conselho e do Congresso da Fifa.

Eventuais mudanças nos estatutos deverão ser submetidas às 211 federações-membro. A carta ainda defende o diálogo, o direito de todas as associações serem ouvidas e a independência da Fifa.

Texto produzido pela Redação Ponto de Hoje com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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