Londrina, Quarta-feira, 7 de outubro de 2026
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Iñárritu defende riscos de “Digger” após críticas e baixa estreia

Diretor reconhece que filme com Tom Cruise não é perfeito, mas diz preferir uma reação polarizada a uma recepção morna.

Alejandro G. Iñárritu afirmou que prefere provocar reações divididas a receber uma resposta apenas mediana ao lançar “Digger”, filme protagonizado por Tom Cruise. O diretor reconheceu as imperfeições da produção, que estreou nos cinemas na semana passada e teve avaliações negativas de parte do público e da crítica.

No Rotten Tomatoes, o longa registra 51% de aprovação entre os críticos e 71% entre os espectadores. No Metacritic, as avaliações são de 46% dos críticos e 66% dos usuários.

A bilheteria também ficou abaixo das expectativas. “Digger” arrecadou US$ 8 milhões no fim de semana de estreia nos Estados Unidos, a menor abertura nacional de Tom Cruise desde “Leões e Cordeiros”, em 2007. A produção pode gerar um prejuízo de até US$ 200 milhões para a Warner Bros. Pictures.

“Prefiro isso a uma recepção morna. O filme não é perfeito. Gosto de assumir riscos”, disse Iñárritu. A ideia surgiu depois que o diretor filmou “O Regresso”, vencedor do Oscar, em 2015. O projeto está em desenvolvimento desde 2017 e teve quatro co-roteiristas. Segundo Iñárritu, foi cancelado três vezes, o que lhe custou três anos.

O cineasta também afirmou não se incomodar com a possibilidade de parte do público não compreender a proposta. Para ele, o filme é incomum e provocativo, e o cinema deve iniciar conversas. Iñárritu disse ainda que já esperava a reação, porque algumas pessoas procuram narrativas com mais certezas.

História e proposta

“Digger” acompanha Digger Rockwell, personagem interpretado por Cruise e considerado o homem mais poderoso do mundo. Ele é dono de uma empresa responsável por um desastre ambiental de proporções globais e parte em uma missão para reparar os danos causados por suas próprias ações e provar que é o salvador da humanidade.

Iñárritu descreveu a obra como um filme de desastre em que a própria humanidade representa o desastre. A produção, segundo ele, busca refletir sobre o equilíbrio do ecossistema, os recursos do mundo e a possibilidade de as pessoas compreenderem o momento vivido em conjunto.

Texto produzido pela Redação Ponto de Hoje com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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