Londrina, Terça-feira, 29 de setembro de 2026
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Filme da árvore mágica aposta na fantasia, mas evita caminhos inesperados

Adaptação de Enid Blyton diverte crianças pequenas, embora mantenha a aventura dentro de limites conhecidos e seguros.

Filme da árvore mágica aposta na fantasia, mas evita caminhos inesperados
Foto: Diamond Films/Divulgação

A árvore mágica de A Maravilhosa Árvore Encantada conduz os personagens a outros mundos, mas o filme raramente aceita o risco de explorar territórios realmente desconhecidos. A adaptação dos livros infantis de Enid Blyton apresenta criaturas curiosas, cenários coloridos e aventuras acessíveis, porém transforma seu universo fantástico em um espaço mais previsível do que a proposta permitiria.

Uma fantasia com limites

O longa acompanha uma família moderna habituada às telas e tenta mostrar o que pode ser recuperado quando celulares e tablets deixam de ocupar o centro da rotina. Natureza, convivência familiar, brincadeira e imaginação aparecem como alternativas ao excesso de conexão tecnológica.

A abordagem não se limita a condenar os aparelhos. Ainda assim, a oposição entre tecnologia, de um lado, e família e natureza, de outro, permanece simples demais. As crianças perguntam sobre Wi-Fi o tempo todo, mas o roteiro pouco explora contradições, ambiguidades ou situações capazes de complicar essa mensagem.

Andrew Garfield e Claire Foy interpretam os pais e dão leveza ao núcleo familiar. O elenco funciona, os personagens mágicos têm excentricidade suficiente para divertir e as situações preservam energia. O problema está na falta de uma sensação mais forte de descoberta. A fantasia parece ter sido organizada para evitar riscos antes de chegar ao público.

Um mundo mágico poderia ser estranho, imprevisível ou até um pouco assustador. Neste caso, porém, as criaturas são simpáticas, os acontecimentos são conduzidos com segurança e o ambiente fantástico serve mais como moldura para uma história familiar do que como força capaz de alterar profundamente a narrativa.

Estrutura conhecida

A jornada segue um desenho familiar ao cinema infantil: a família chega a um novo lugar, as crianças encontram uma realidade mágica, conhecem seres diferentes, vivem aventuras e aprendem algo sobre si mesmas e sobre a importância de permanecerem juntas.

Essa estrutura dialoga com uma tradição ampla da fantasia. Os livros de Enid Blyton que inspiram o filme se aproximam de histórias como Peter Pan, de J.M. Barrie, Alice no País das Maravilhas, de Lewis Carroll, e O Mágico de Oz, de L. Frank Baum. Nessas obras, a passagem para outro mundo rompe as regras do cotidiano e abre espaço para a imaginação.

Usar referências conhecidas não é, por si só, um problema. A dificuldade está em não reinventar suficientemente esses elementos. Em A Maravilhosa Árvore Encantada, o mundo mágico oferece cenários e criaturas, mas não transforma radicalmente o rumo da narrativa. Falta a expectativa sobre o que pode acontecer em seguida, essencial para uma aventura desse tipo.

Para quem o filme funciona

O cuidado visual e o universo criado a partir dos livros de Blyton podem prender a atenção dos espectadores mais jovens. Crianças pequenas, especialmente as que ainda estão descobrindo esse tipo de fantasia, encontram mundos diferentes, seres curiosos e uma defesa direta da imaginação e do convívio familiar.

Para quem já conhece outras jornadas semelhantes, a experiência tende a ser menos estimulante. O filme quer lembrar que existe um mundo maior do que o que cabe em uma tela, mas constrói uma narrativa menor do que o potencial de sua própria fantasia.

A aventura está presente, assim como a mensagem sobre a imaginação. O que falta é permitir que a árvore conduza os personagens — e o público — por caminhos mais livres, incertos e surpreendentes.

Texto produzido pela Redação Ponto de Hoje com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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