Londrina, Terça-feira, 29 de setembro de 2026
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Criolo celebra 15 anos de ‘Nó na Orelha’ com show em São Paulo

Rapper apresentará o álbum na íntegra no Coala Festival e relembrou a criação da obra, a cidade e sua trajetória no rap.

Criolo celebra 15 anos de ‘Nó na Orelha’ com show em São Paulo

Criolo apresentará Nó na Orelha na íntegra neste domingo, 13, durante o Coala Festival, no Memorial da América Latina, em São Paulo. O álbum completou 15 anos em abril de 2026 e foi lembrado pelo rapper como um marco de sua trajetória e de uma geração ligada ao rap brasileiro.

A apresentação foi proposta pelo próprio festival, que convidou Criolo para revisitar a formação original do disco e os arranjos das canções. A ideia é reconstruir a experiência do lançamento, em 2011, para fãs que acompanharam o trabalho na época e também para pessoas que não tiveram a oportunidade de assistir ao show naquele período.

Um disco que quase não existiu

Criolo afirmou que o álbum só foi realizado por causa do apoio de Ricardo, integrante do coletivo Matilha Cultural, no centro de São Paulo. O grupo tinha como prática apoiar histórias, pessoas e projetos sem suporte. Ricardo, entusiasta da cultura brasileira e das manifestações de rua e periféricas, soube que o rapper pensava em deixar a música.

Na época, Criolo e o DJ DanDan haviam completado 22 anos de atuação no rap. Aos 35 e 36 anos, os dois enfrentavam dificuldades para se manter com a atividade artística e dependiam de familiares. O rapper contou que seu objetivo era conseguir sobreviver da música e pagar ao menos uma conta de gás com o trabalho artístico.

Ricardo ofereceu a oportunidade de gravar o disco e, depois, apresentou Criolo a Marcelo Cabral. Daniel Ganjaman também passou a integrar o processo. Para o rapper, esse gesto foi decisivo para a existência de Nó na Orelha e para a continuidade de sua história no rap.

São Paulo como cenário

A cidade ocupa posição central no álbum, especialmente em Não Existe Amor em SP, composta durante uma viagem de trem entre São Paulo e Osasco. Criolo disse que os lugares usados como referência continuam presentes, assim como o desejo de explorar a cidade e a preocupação com as dificuldades de circular por ela.

Na avaliação do artista, sonhos e descaso permanecem lado a lado. Ele mencionou a ampliação das desigualdades e afirmou que a cidade ainda reúne diferentes histórias que dependem do trânsito e da convivência. Também destacou a atuação de coletivos periféricos na tentativa de transformar São Paulo em um lugar mais agradável.

Ao falar sobre o amor na cidade, Criolo declarou: “Eu acredito que as pessoas que habitam São Paulo são amorosas”. Para ele, a cidade é definida por quem vive nela e também por quem exerce o poder de criar pontes ou ampliar distâncias entre as pessoas.

Mudanças na música e novos raps

Criolo avaliou que Nó na Orelha teria outro resultado se fosse criado atualmente. O disco surgiu em um período posterior à chegada da internet e anterior à consolidação das dinâmicas atuais das redes sociais. Segundo ele, as estéticas e sonoridades mudaram, enquanto as periferias brasileiras continuam reinventando a música do país.

O rapper também contou que passou quatro anos sem escrever uma letra de rap e voltou a compor no ano passado. Para ele, a criação nasce de um chamado e da necessidade de expressar experiências que não se resumem à técnica ou à escolha de temas.

Celebração de uma trajetória

Criolo não considera o show no Coala Festival um encerramento de ciclo. Ele vê a apresentação como uma celebração de sua caminhada e do legado construído por uma geração. Antes de Nó na Orelha, sua trajetória já incluía o DJ DanDan, a Rinha dos MC’s e o Pagode da 27.

O rapper lembrou que escreveu seu primeiro rap em 1987. Também citou os 20 anos da Rinha dos MC’s e afirmou que sua dedicação ao rap se estende por 38 anos. Em janeiro, lançou o álbum Criolo, Amaro e Dino e, em abril, encerrou a turnê comemorativa de 50 anos.

Texto produzido pela Redação Ponto de Hoje com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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