SÃO PAULO — A Bienal do Livro iniciou a 28.ª edição com a expectativa de superar 700 mil visitantes durante os dez dias de programação no Anhembi. A organização também prevê movimentar cerca de um milhão de dólares em contratos entre editoras nacionais e expositores internacionais.
A feira ocupa 87 mil m², área 10% maior do que na edição anterior, e reúne 269 expositores. A programação conta ainda com 800 autores, incluindo 50 representantes da Espanha, país convidado de honra desta edição.
Mercado em contraste
Os dados do setor mostram resultados distintos. Uma pesquisa da Câmara Brasileira do Livro, responsável pela organização do evento, registrou 3 milhões de novos compradores de livros em 2025. Em outra frente, o estudo Retratos da Leitura, de 2024, apontou que a proporção de não leitores superou a de leitores no país pela primeira vez.
Para Luciano Monteiro, vice-presidente da CBL, o formato da Bienal ajuda a disputar a atenção do público. “Eu acho que nossa missão é sempre encontrar os melhores formatos, as melhores propostas”, afirmou. Ele também relacionou o evento à busca por novas formas de aproximação com os leitores.
A meta de público desta edição fica acima do resultado registrado em 2024, quando a Bienal recebeu 722 mil pessoas. No desempenho comercial, a Câmara Brasileira do Livro espera elevar o tíquete médio para R$ 225. Na edição anterior, o valor foi de R$ 208,14.
A expectativa financeira considera contratos de editoras brasileiras com participantes internacionais, enquanto a ampliação física do evento acompanha a quantidade de expositores e autores reunidos no Anhembi.








