Londrina, Terça-feira, 29 de setembro de 2026
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Bienal de São Paulo notifica editora após vídeo de homem mascarado beijando jovem

Organização afirmou que a ação não fazia parte da programação; editora e homem identificado nas imagens negaram responsabilidade pelas acusações.

Bienal de São Paulo notifica editora após vídeo de homem mascarado beijando jovem

A organização da Bienal Internacional do Livro de São Paulo notificou a Editora Fruto Proibido após vídeos de um homem mascarado interagindo com jovens no estande da empresa viralizarem nas redes sociais. O evento afirmou que a ação não fazia parte da programação oficial nem havia sido autorizada pela organização.

Nas imagens, o homem usa uma máscara do personagem Ghostface, da franquia “Pânico”. Ele aparece circulando pelo estande, flertando com leitoras, dando um tapa no rosto de uma delas e carregando uma jovem no colo. Em outro momento, levanta a máscara e beija uma moça cuja identidade não foi divulgada.

A ação ocorreu entre sexta-feira (4) e domingo (6), durante a 28ª edição da Bienal Internacional do Livro de São Paulo. O episódio movimentou fãs de dark romance, gênero literário associado a relacionamentos intensos, tramas psicológicas, obsessão, anti-heróis e temas considerados tabus, como violência e crime.

A organização do evento declarou que “o episódio ocorrido no interior do estande de um de seus expositores não integra a programação nem ação oficial, promovida ou autorizada pela organização”. Também afirmou não compactuar com condutas ou ações inadequadas dirigidas ao público e reafirmou o compromisso com um ambiente seguro, respeitoso e acolhedor para visitantes, expositores, autores, profissionais e demais participantes.

Posicionamento da editora

A Editora Fruto Proibido disse que não contratou, convidou nem solicitou a presença do homem mascarado. A empresa afirmou que a participação dele ocorreu de forma espontânea e que, no início, a equipe e o público interpretaram a situação como uma interação descontraída. Segundo a editora, foram produzidos fotos, vídeos e outros conteúdos, com poses e interações realizadas a pedido e com a participação das pessoas que se aproximaram.

A empresa declarou que não tinha conhecimento sobre situações relacionadas à pessoa por trás da máscara. Depois que a ação escalou, a equipe passou a pedir a identificação dos envolvidos, mas avaliou que o episódio já havia saído de seu controle. A editora negou endossar as atitudes atribuídas ao homem e lamentou o desconforto causado a leitores, autores, parceiros e à comunidade ligada à marca.

A empresa também informou que vai reforçar os cuidados e adotar critérios mais rigorosos para interações e gravações em seu espaço durante eventos. A medida, segundo a editora, busca evitar episódios semelhantes.

Defesa do homem identificado

A repercussão levou à identificação de Yuri Gagarin, de 30 anos. Internautas o acusaram de assédio e questionaram a idade das jovens que aparecem interagindo com ele.

Em nota assinada por seus advogados, Yuri afirmou que trabalha de forma independente na internet e mantém, nas horas vagas, um perfil dedicado à literatura de romance, com uma persona inspirada nas tropes desse universo. A defesa disse que ele combinou com uma amiga próxima a gravação de um vídeo em que apareceria mascarado e seria beijado por ela, mas que o registro foi compartilhado fora de seu contexto original.

“Yuri e seus advogados repudiam veementemente as acusações de natureza criminal feitas contra ele”, afirmou a defesa. Os advogados também disseram que ele não praticou os crimes atribuídos a ele e que poderão ser tomadas medidas judiciais contra pessoas que lhe imputarem crimes.

A defesa acrescentou que os comentários também atingiram familiares de Yuri, que não teriam relação com os fatos. Diante dos ataques, ele desativou temporariamente os perfis públicos. A nota afirmou ainda que o episódio, inicialmente pensado como uma participação de diversão e celebração, resultou em uma situação dolorosa para ele e sua família.

Texto produzido pela Redação Ponto de Hoje com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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