Londrina, Terça-feira, 29 de setembro de 2026
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Cripta do Ipiranga ganha exposição e acessibilidade após reforma de R$ 5,3 milhões

Espaço que abriga os restos mortais de dom Pedro I, Leopoldina e Amélia volta a receber visitantes de terça a domingo, com entrada gratuita.

Cripta do Ipiranga ganha exposição e acessibilidade após reforma de R$ 5,3 milhões
Foto: Tiago Queiroz/Estadão

A Cripta Imperial do Ipiranga volta a receber visitantes com uma exposição de longa duração, novos acessos e recursos de acessibilidade. O espaço, que abriga os restos mortais de dom Pedro I e das imperatrizes Leopoldina e Amélia, recebeu R$ 5,3 milhões em obras após problemas de infiltração e umidade.

A visitação será de terça a domingo, das 9h às 17h, com entrada gratuita. A cripta fica no Parque da Independência, integra o complexo municipal do Museu da Cidade de São Paulo e está situada nos arredores do Museu do Ipiranga.

Memória do bairro e da Independência

A área expositiva foi instalada antes do ambiente onde estão as lápides dos personagens históricos. Nesse espaço será apresentada a mostra Memórias Urbanas em Rede, com curadoria da historiadora Marly Rodrigues.

A exposição aborda o contexto do Ipiranga há pouco mais de 100 anos, quando o bairro se preparava para as celebrações do primeiro centenário da Independência do Brasil. O período também está relacionado à criação do Monumento à Independência e, décadas depois, da cripta.

Entre os materiais da mostra está um texto sobre Maria Leopoldina escrito pelo pesquisador e escritor Paulo Rezzutti, biógrafo da imperatriz. A programação também se relaciona ao bicentenário da morte de Leopoldina, lembrado em 11 de dezembro. De acordo com o diretor do Museu da Cidade de São Paulo, Marcos Cartum, a exposição foi planejada para permanecer por longo período.

Cartum afirma que o espaço reúne dois sentidos históricos: é um monumento à Independência e também está ligado às comemorações do centenário da emancipação política brasileira em 1922. Para o secretário municipal de Cultura, José Antônio Silva Parente, a cripta permite uma experiência específica dentro do conjunto formado pelo museu, pelo monumento, pela Casa do Grito e pelo parque.

Obras e novos acessos

A entrada passou a ser feita por uma área coberta, projetada para proteger o local da chuva e ajudar na conservação das escadarias. A reforma incluiu sanitários acessíveis, rampas, plataforma elevatória, sistema de climatização e a adaptação do espaço expositivo.

Também foram restaurados elementos de bronze próximos aos sarcófagos. O teto recebeu mármore amarelo, enquanto trincas foram reparadas e a pintura, refeita. Os serviços incluíram medidas para corrigir os efeitos da infiltração e reduzir o risco de novos danos, além da criação de acessos externos.

Os restos mortais não precisaram ser retirados durante a execução dos trabalhos. A cripta estava fechada desde outubro de 2022. Antes disso, em junho e agosto de 2022, foram realizadas intervenções relacionadas às comemorações do bicentenário da Independência. A etapa seguinte começou em novembro daquele ano e foi concluída com investimento informado pela SPObras.

Relatos de infiltração e umidade já existiam antes do fechamento. O pesquisador Paulo Rezzutti defende que o local permaneça aberto ao público e afirma que, quando fechado, um patrimônio histórico perde valor para a sociedade.

Formação do mausoléu

A construção da cripta remonta aos anos 1950, durante o período de preparação para o quarto centenário de fundação de São Paulo, celebrado em 1954. O espaço foi aberto no ano anterior, ainda sem receber os restos mortais. Leopoldina foi a primeira a ser trasladada, um ano mais tarde, do convento de Santo Antônio, no Rio.

A transferência dos restos mortais de dom Pedro I dependeu de um acordo com o governo português. Em 1972, o corpo foi levado do Panteão dos Braganças, em Lisboa, para a cripta em São Paulo. Como condição, o coração do imperador permaneceu em Portugal, na Igreja da Lapa, no Porto. O órgão foi levado ao Brasil para as comemorações dos 200 anos da Independência, em 2022, e retornou depois ao país europeu.

Amélia, que também estava sepultada originalmente no Panteão dos Braganças, teve o féretro instalado no Ipiranga em 1984. A reabertura ocorre em 7 de setembro, data do 204º aniversário da Independência do Brasil, proclamada por Pedro I às margens do Rio Ipiranga.

Texto produzido pela Redação Ponto de Hoje com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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