Londrina, Terça-feira, 29 de setembro de 2026
O Brasil em um ponto
Economia

Entidades empresariais e ex-ministros pedem apuração sobre STF e autoridades

ICC Brasil e um manifesto de empresários, banqueiros e economistas defendem investigação independente e medidas para preservar a confiança nas instituições.

Entidades empresariais e ex-ministros pedem apuração sobre STF e autoridades
Foto: Wilton Junior/Estadão

O ICC Brasil e um grupo de empresários, banqueiros e economistas passaram a pedir a apuração de fatos envolvendo ministros do Supremo Tribunal Federal (STF), outras autoridades e a relação da Corte com o ex-banqueiro Daniel Vorcaro. As manifestações defendem investigações independentes, transparência e medidas para reforçar a integridade institucional.

Na terça-feira, 8, o ICC Brasil divulgou um manifesto com esse posicionamento. A entidade, braço brasileiro da Câmara de Comércio Internacional e formada por cerca de 200 associados no país, afirmou que a confiança nas instituições é necessária para a segurança jurídica, a atração de investimentos e a previsibilidade das relações comerciais.

“Integridade e ética não são apenas imperativos morais. São condições estruturantes para atração de investimentos, segurança jurídica e previsibilidade”, diz o documento. O ICC Brasil pediu que os fatos divulgados sejam investigados com rigor e imparcialidade pelos canais institucionais competentes. Também convocou empresas, órgãos públicos e a sociedade civil a reafirmarem o compromisso com ética, transparência e boa governança.

Cartas e manifestações

Na noite de domingo, 6, dez ex-presidentes do STF e três ministros aposentados enviaram uma carta ao presidente da Corte, Edson Fachin. O grupo alertou para fatos cuja divulgação, segundo o documento, vem afetando o prestígio e a autoridade do tribunal, a confiança da população e a estabilidade das instituições democráticas.

Walter Schalka, integrante do conselho de administração da Suzano, afirmou que Fachin deve tomar medidas sobre a proximidade entre o STF e Vorcaro. Alexandre Ostrowiecki, presidente do conselho de administração da empresa de eletroeletrônicos Multi, também fez um pedido semelhante na semana anterior.

Outro manifesto, articulado desde a semana passada, começou a circular entre empresários, economistas e banqueiros. O texto afirma que as notícias recentes não seriam um episódio isolado e menciona ministros do STF, as cúpulas da Polícia Federal e do Ministério Público, o Congresso Nacional e pessoas próximas dos atuais e dos anteriores ocupantes da Presidência da República.

Os organizadores dizem defender as instituições, e não pessoas específicas. O documento pede apuração completa, rápida e independente dos fatos e das responsabilidades, afastamento cautelar de quem for formalmente investigado e a criação de um código de conduta obrigatório para as cortes superiores e os órgãos de investigação e acusação. O movimento retoma uma cobrança feita em dezembro passado, quando houve um pedido por um Código de Conduta para o STF.

Texto produzido pela Redação Ponto de Hoje com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

Receba nossa newsletterUma seleção diária, direto na sua caixa de entrada.

As mais lidas

  1. 1
  2. 2
  3. 3
  4. 4
  5. 5