O ICC Brasil e um grupo de empresários, banqueiros e economistas passaram a pedir a apuração de fatos envolvendo ministros do Supremo Tribunal Federal (STF), outras autoridades e a relação da Corte com o ex-banqueiro Daniel Vorcaro. As manifestações defendem investigações independentes, transparência e medidas para reforçar a integridade institucional.
Na terça-feira, 8, o ICC Brasil divulgou um manifesto com esse posicionamento. A entidade, braço brasileiro da Câmara de Comércio Internacional e formada por cerca de 200 associados no país, afirmou que a confiança nas instituições é necessária para a segurança jurídica, a atração de investimentos e a previsibilidade das relações comerciais.
“Integridade e ética não são apenas imperativos morais. São condições estruturantes para atração de investimentos, segurança jurídica e previsibilidade”, diz o documento. O ICC Brasil pediu que os fatos divulgados sejam investigados com rigor e imparcialidade pelos canais institucionais competentes. Também convocou empresas, órgãos públicos e a sociedade civil a reafirmarem o compromisso com ética, transparência e boa governança.
Cartas e manifestações
Na noite de domingo, 6, dez ex-presidentes do STF e três ministros aposentados enviaram uma carta ao presidente da Corte, Edson Fachin. O grupo alertou para fatos cuja divulgação, segundo o documento, vem afetando o prestígio e a autoridade do tribunal, a confiança da população e a estabilidade das instituições democráticas.
Walter Schalka, integrante do conselho de administração da Suzano, afirmou que Fachin deve tomar medidas sobre a proximidade entre o STF e Vorcaro. Alexandre Ostrowiecki, presidente do conselho de administração da empresa de eletroeletrônicos Multi, também fez um pedido semelhante na semana anterior.
Outro manifesto, articulado desde a semana passada, começou a circular entre empresários, economistas e banqueiros. O texto afirma que as notícias recentes não seriam um episódio isolado e menciona ministros do STF, as cúpulas da Polícia Federal e do Ministério Público, o Congresso Nacional e pessoas próximas dos atuais e dos anteriores ocupantes da Presidência da República.
Os organizadores dizem defender as instituições, e não pessoas específicas. O documento pede apuração completa, rápida e independente dos fatos e das responsabilidades, afastamento cautelar de quem for formalmente investigado e a criação de um código de conduta obrigatório para as cortes superiores e os órgãos de investigação e acusação. O movimento retoma uma cobrança feita em dezembro passado, quando houve um pedido por um Código de Conduta para o STF.








