Londrina, Terça-feira, 29 de setembro de 2026
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Itaú une BBA e Asset para ampliar crédito a imóveis comerciais

Banco mira operações com galpões, escritórios e shoppings e criou estrutura dedicada a soluções de crédito imobiliário customizadas.

Itaú une BBA e Asset para ampliar crédito a imóveis comerciais
Foto: Werther Santana/Estadão - 24/06/2024

O Itaú integrou equipes do banco de atacado Itaú BBA e da gestora Itaú Asset para ampliar sua participação em operações de crédito relacionadas a propriedades comerciais. A estrutura atenderá negócios envolvendo galpões logísticos, prédios de escritórios e shopping centers, além de operações customizadas para desenvolvimento, compra e venda de ativos.

A demanda inclui financiamento de projetos, venda de imóveis com locação, conhecida como sale and leaseback, emissão de instrumentos de dívida com garantia imobiliária e estruturas com veículos de investimento e diferentes classes de cotas. O uso de cotas como forma de pagamento também está entre as modalidades avaliadas.

“Colocar essa atuação dentro de uma estrutura específica nos permite ter um nível de sofisticação maior, o que traz oportunidades de negócios mais ricas”, afirmou Bruno Bianchi, diretor comercial imobiliário do Itaú BBA.

Participação no setor

O Itaú BBA já financia incorporadoras em projetos residenciais há décadas, mas mantinha participação menor no segmento comercial. Na Itaú Asset, a área de capital privado soma R$ 80 bilhões sob gestão, dos quais R$ 3,5 bilhões estão ligados a negócios imobiliários.

Felipe Gottlieb, líder de Private Markets na Itaú Asset Management, disse que o banco pretende crescer de forma expressiva nos próximos cinco anos. A integração não altera a atuação da Kinea, gestora investida do Itaú que já possui presença relevante no setor imobiliário.

A nova estrutura já participou da criação do fundo imobiliário Itaú Log CP (ILCP11), que destinou R$ 1 bilhão à compra de 11 galpões logísticos da Log Commercial Properties. A operação foi organizada com cotas sênior, mantidas pelo Itaú BBA, mezanino, distribuídas a investidores, e subordinada, subscritas pela própria companhia.

Setores prioritários

Galpões logísticos, escritórios e shoppings são os principais segmentos definidos pelo Itaú. O banco também avalia oportunidades em hotéis e loteamentos. Outras operações de grande porte estão em discussão e devem ser anunciadas ao longo dos próximos trimestres.

O setor logístico é apontado pela equipe como o mais aquecido. A redução dos espaços vagos tem pressionado os aluguéis e estimulado novos projetos, em um movimento associado ao crescimento do ecommerce.

Os escritórios passam por recuperação, com queda na quantidade de áreas desocupadas. Regiões como Faria Lima e Paulista estão praticamente lotadas, enquanto a retomada da frequência presencial nos dias de trabalho contribui para a alta dos aluguéis.

Nos shoppings, o crescimento é menor. Os investimentos estão concentrados na expansão de empreendimentos existentes, e não em novas inaugurações. Ainda assim, o segmento registra movimentação significativa de compra e venda de ativos. A primeira metade do ano teve R$ 13,1 bilhões em negócios, conforme relatório da Cushman & Wakefield.

Miltom d’Avila, superintendente do segmento imobiliário no Itaú BBA, afirmou que o interesse também vem dos investidores. Eles buscam dividendos recorrentes de aluguéis, possibilidade de valorização e a segurança associada à existência de um ativo físico.

Texto produzido pela Redação Ponto de Hoje com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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