O Ibovespa recuava 0,19%, aos 186.139,9 pontos, às 15h06 (de Brasília), em uma sessão marcada pela queda do petróleo e pela decisão do Federal Reserve de elevar os juros nos Estados Unidos. O dólar cedia 0,11%, cotado a R$ 1,1493.
O Fed aumentou a taxa norte-americana em 25 pontos-base, para a faixa de 3,75% a 4% ao ano, conforme era esperado pelo mercado. No Brasil, a expectativa é de que o Comitê de Política Monetária reduza a Selic em 0,25 ponto porcentual, dos atuais 14% para 13,75% ao ano.
Petróleo pressiona Petrobras
Os contratos futuros do petróleo ampliaram as perdas. O Brent para novembro caía 2,8%, a US$ 105,7 por barril, enquanto o WTI para outubro recuava 3,23%, a US$ 102,41 por barril.
Nesse cenário, as ações da Petrobras registravam queda de 3,15% entre as ordinárias e de 2,58% entre as preferenciais. Os papéis da Vale também perderam força e recuavam 1,22%, apesar da alta do minério de ferro na China.
A decisão do Copom será divulgada às 18h30, pelo horário de Brasília. Além do percentual definido para a Selic, investidores devem observar o comunicado do Banco Central em busca de indicações sobre o ritmo e a extensão dos próximos cortes.
Atividade econômica e cenário externo
Antes do anúncio, o Índice de Atividade Econômica do Banco Central registrou queda de 0,22% em julho, na comparação com junho, considerando a série com ajuste sazonal. O resultado ficou abaixo da mediana das projeções, que apontava recuo de 0,10%. As estimativas variavam de baixa de 0,40% a alta de 0,40%.
Em Nova York, os índices operavam com sinais mistos após a decisão do Fed. Nasdaq e S&P 500 avançavam 0,71% e 0,34%, respectivamente, enquanto o Dow Jones permanecia estável.
Nos Estados Unidos, as vendas no varejo de agosto subiram 1,2% ante julho e chegaram a US$ 773,9 bilhões, conforme dados com ajuste sazonal do Departamento do Comércio. O resultado superou a expectativa de alta de 0,7%.
O mercado também acompanhava o julgamento no Supremo Tribunal Federal sobre a possível abertura de investigação contra Alexandre de Moraes. Na noite de terça-feira (15), um pedido de vista do ministro Flávio Dino interrompeu a análise.
Para Fábio Lemos, sócio da Fatorial Investimentos, o mercado tende a separar o ruído político de mudanças efetivas e do risco institucional. “Isso aumenta a incerteza e pode adicionar prêmio de risco”, afirmou.








