Londrina, Terça-feira, 29 de setembro de 2026
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Gás já responde por avanço de 60% no EBITDA da Energisa

Companhia vê termelétricas, data centers e biometano como frentes para ampliar investimentos e receitas no setor de gás.

Gás já responde por avanço de 60% no EBITDA da Energisa

O negócio de gás da Energisa cresceu 60% no acumulado do primeiro semestre, enquanto o EBITDA consolidado da holding avançou 1% no mesmo período. A divisão registrou EBITDA de R$ 109 milhões, ante R$ 4,6 bilhões do grupo como um todo.

A diferença de ritmo reforça a aposta da companhia em diversificar sua atuação para além da distribuição de energia elétrica. Para Fabio Bertollo, presidente dos negócios de gás da Energisa, o segmento ainda tem amplo espaço para expansão, especialmente porque a cobertura das redes permanece baixa.

Baixa cobertura sustenta expansão

No Espírito Santo, 94% da população ainda não está conectada à rede de gás. Nos Estados do Nordeste atendidos pela Norgás, o percentual chega a 97%.

A Energisa entrou no mercado em 2023, quando comprou a ES Gás, concessionária do Espírito Santo. Em 2024, adquiriu 51% da Norgás, que participa de distribuidoras em Alagoas, Ceará, Pernambuco e Rio Grande do Norte.

Na ES Gás, a quantidade de clientes aumentou 28% nos últimos três anos e chegou a 100 mil. Na Norgás, a base cresceu 16,5% em dois anos, alcançando 282 mil consumidores.

“Podemos continuar crescendo por muito tempo”, afirmou Bertollo. A estratégia é combinar crescimento orgânico com possíveis fusões e aquisições, seguindo o modelo de empresas que trabalham simultaneamente com gás e eletricidade.

Termelétricas podem ampliar receitas

A companhia também vê oportunidade no fornecimento de gás para usinas termelétricas. Em março, o Governo promoveu um leilão de energia para contratar usinas a gás destinadas a reforçar o sistema elétrico principalmente nos momentos de maior demanda. A expectativa da Energisa é que novas licitações sejam realizadas nos próximos anos.

Os projetos contratados nas áreas da ES Gás e da Norgás nesse leilão devem gerar valor presente líquido de R$ 367 milhões para a Energisa. O montante está relacionado às estruturas adicionais necessárias para atender às usinas, que posteriormente gerarão receitas para as concessionárias.

“Isso vai acontecer sim ou sim”, disse Bertollo ao defender a continuidade do modelo de leilões para termelétricas.

Data centers e biometano

Os data centers aparecem como outra possível fonte de demanda. Esses projetos consomem grandes volumes de energia e podem exigir a expansão das redes de gás, na avaliação da companhia.

O Redata, programa de incentivos a data centers do Governo, começou prevendo isenções tributárias para projetos abastecidos por geração renovável. O texto aprovado no Senado ampliou o alcance para empreendimentos associados a fontes de baixa emissão, o que abriu espaço para o gás.

A regulamentação ainda é alvo de disputa. A Energisa defende as termelétricas como fonte de energia firme para os data centers e pretende oferecer soluções baseadas em gás.

A divisão também investiu em uma usina de biometano em Santa Catarina e conclui um segundo projeto no Paraná. O combustível renovável é produzido a partir de resíduos e representa uma nova frente dentro da estratégia de diversificação da companhia.

Texto produzido pela Redação Ponto de Hoje com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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