Londrina, Quarta-feira, 7 de outubro de 2026
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Conselho do Corinthians convoca Stabile e envolvidos em apuração sobre segurança

Audiências virtuais foram marcadas para 13 de outubro no processo que analisa contratos da Bear Security e da Mega Assessoria.

Conselho do Corinthians convoca Stabile e envolvidos em apuração sobre segurança

A Comissão de Ética e Disciplina do Conselho Deliberativo do Corinthians marcou para 13 de outubro, às 19h10, as oitivas do processo interno que apura a contratação de empresas de segurança durante a gestão de Osmar Stabile. A audiência será realizada virtualmente.

Foram convocados o presidente do clube, o ex-diretor administrativo Fábio Soares e Fernando José da Silva, conhecido como Nandão, responsável pela Mega Assessoria Operacional Ltda. A comissão é presidida por Leonardo Pantaleão.

Stabile poderá apresentar defesa oral ou escrita e indicar as provas que considerar pertinentes. Soares deverá prestar esclarecimentos sobre as contratações e as providências administrativas adotadas. Silva será questionado sobre a contratação da Mega Assessoria, os serviços prestados e outros pontos do procedimento.

A comissão também solicitou a Nilo Mesquita Patussi, advogado do setor de compliance do Corinthians, eventual avaliação de integridade ou manifestação equivalente sobre a Mega Assessoria, acompanhada da documentação correspondente, caso exista. O prazo para o envio é de cinco dias a partir do recebimento da solicitação.

Investigação sobre a Mega Assessoria

O Ministério Público de São Paulo iniciou, em maio de 2026, uma investigação sobre possíveis irregularidades na contratação de empresas de segurança durante a gestão de Stabile. A apuração é conduzida pelo promotor Cássio Roberto Conserino.

A Mega Assessoria prestou serviços ao clube entre setembro e outubro de 2025. De acordo com o Ministério Público, a empresa não tinha autorização da Polícia Federal para atuar com segurança privada e não havia contrato formal com o Corinthians. Foram emitidas três notas fiscais, que somam R$ 676,6 mil.

A empresa foi aberta em nome de Fernando José da Silva. Em depoimento, ele afirmou que criou a companhia a pedido de Fábio Soares para viabilizar o pagamento dos profissionais de segurança contratados pela gestão. O Ministério Público investiga se a estrutura foi usada para contornar as regras de contratação do clube.

Em junho de 2026, Osmar Stabile passou a ser investigado no caso após o depoimento de Soares, que teria dito que a contratação foi feita a pedido do presidente. Stabile encaminhou defesa por escrito ao Ministério Público, sem prestar depoimento por videoconferência.

Apuração sobre a Bear Security

O Ministério Público também solicitou ao Corinthians documentos relacionados à Bear Security, incluindo contrato, autorização administrativa, dados dos profissionais que faziam a segurança de Stabile e escalas de trabalho. A promotoria questionou ainda as providências tomadas pelo clube diante da ausência de autorização da Polícia Federal.

A empresa tinha o Corinthians como único cliente e recebeu cerca de R$ 587 mil por meio de 12 notas fiscais. Em setembro, o Ministério Público de São Paulo denunciou Stabile à Justiça por suposta apropriação indébita relacionada à contratação.

A denúncia afirma que o clube desembolsou R$ 721.194,66 para a Bear Security entre julho de 2025 e agosto de 2026. Para a promotoria, os serviços teriam sido usados em benefício pessoal do presidente e possivelmente de familiares.

O Ministério Público pediu o bloqueio de bens de Stabile no valor de R$ 721 mil e medidas cautelares, como afastamento do cargo, proibição de acesso ao clube e de contato com testemunhas e dirigentes, além de restrições para viagens nacionais e internacionais. Os pedidos ainda aguardam decisão judicial.

O Corinthians afirma que contratou a Bear Security por causa dos riscos à integridade de Stabile e de familiares durante o exercício da presidência. O clube sustenta que a medida ocorreu em um período de instabilidade política, após o impeachment de Augusto Melo, seguiu os procedimentos internos e teve valores compatíveis com o mercado.

Texto produzido pela Redação Ponto de Hoje com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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