O Itaú BBA avalia que a Petrobras ainda precisará promover um novo aumento no preço do diesel para eliminar a defasagem remanescente na média anual. A conclusão considera a permanência do subsídio de R$ 2,12 por litro até o fim do ano.
A análise foi divulgada após a Petrobras anunciar reajuste de R$ 1,00 por litro no diesel vendido na refinaria, válido a partir de 17 de setembro. Com a mudança, o preço de referência passou a R$ 5,42 por litro. A companhia, porém, informou um desconto adicional de R$ 1,00 por litro, associado ao novo subsídio do governo, mantendo inalterado o valor efetivamente pago pelas distribuidoras.
Diferença ante a importação
Para o banco, o reajuste reduziu parcialmente a distância entre o preço doméstico e a paridade de importação. Antes da alteração, o diesel da Petrobras estava cerca de 36% abaixo dessa referência. Após o ajuste, o desconto estimado caiu para aproximadamente 22%.
Os analistas Monique Greco, Eric de Mello e Eduardo Mendes afirmam que o preço de R$ 5,42 por litro continua significativamente inferior à paridade de importação. Pelos cálculos do Itaú BBA, o novo valor corresponde a um preço doméstico de diesel de cerca de US$ 170 por barril, acima de níveis considerados normalizados.
A Petrobras terá direito a receber R$ 2,12 por litro no programa de subvenção ao menos até o fim do mês. O subsídio atualmente em vigor, de R$ 1,12 por litro, está previsto para expirar nesse período.
O Itaú BBA manteve a recomendação outperform, equivalente a compra, para as ações da Petrobras. O preço-alvo definido para a ação preferencial é de R$ 63 no fim de 2027, com potencial de alta de 29,5% ante o fechamento do papel no pregão de ontem.








