TAUBATÉ — A próxima Volkswagen Amarok terá dimensões maiores que as da geração atual e poderá atingir 5,55 m de comprimento, caso mantenha as proporções da Maxus Interstellar X. O aumento previsto é de 30 cm e posicionará a picape entre os modelos médios e os veículos de maior porte.
A caminhonete foi flagrada em testes na cidade paulista, com parte do interior coberta. O projeto prevê três telas no painel, incluindo um display voltado ao passageiro dianteiro. A solução será específica da Amarok, embora a arquitetura eletrônica já exista na van Mifa 7, da chinesa SAIC, que fornece a base do novo modelo.
Interior baseado em modelo chinês
A picape também usará o volante da Interstellar X, com controles físicos grandes para o sistema de som e o controle de cruzeiro adaptativo. Botões posicionados abaixo da central multimídia deverão comandar o ar-condicionado.
A adoção dos três displays dará à Amarok uma configuração semelhante à de rivais como Chevrolet S10 e Ford Ranger, que têm quadro de instrumentos digital e central multimídia maior. Entre as picapes chinesas, a BYD Shark e a GWM Poer também apostam em telas grandes.
Apesar da base asiática, o desenho será desenvolvido no Brasil. O centro de design brasileiro, chefiado por José Carlos Pavone, ficará responsável pelas linhas da picape. O projeto terá faróis duplos e uma barra iluminada conectando os projetores.
A Volkswagen afirma que metade dos componentes foi projetada no Brasil. Alexander Seitz, chairman executivo da marca para a América do Sul, declarou que 50% dos componentes terão origem no desenvolvimento local. A empresa também informa que a estamparia final e os motores não serão importados da China.
Motorizações e produção
A fabricante avalia manter o motor V6 3.0 turbodiesel, com uma nova calibração para atender às regras de emissões que entram em vigor em 2027. A plataforma também permite versões híbridas leve, plena e plug-in, com ajustes voltados ao uso de tecnologia flex.
A estreia comercial está prevista para 2027, com produção na fábrica de General Pacheco, na Argentina. Para viabilizar a linha de montagem, a Volkswagen anunciou investimento de US$ 580 milhões, ou cerca de R$ 3,2 bilhões em conversão direta. A unidade abastecerá o mercado brasileiro.
A geração atual poderá continuar nas concessionárias por mais tempo, como alternativa de preço menor e forma de aproveitar a capacidade da fábrica argentina. A Volkswagen também aguarda a aprovação da matriz para lançar um SUV baseado na Amarok.








