Londrina, Terça-feira, 29 de setembro de 2026
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Carros

Ambientes controlados aceleram avanço de caminhões autônomos

Rotas previsíveis e operações estruturadas fazem com que caminhões possam atingir níveis mais altos de autonomia antes dos carros.

Caminhões autônomos devem chegar ao mercado antes dos carros de passeio totalmente autônomos porque circulam, em muitos casos, por rotas previsíveis e ambientes controlados. A tecnologia já é usada em setores como agricultura e mineração, enquanto as principais fabricantes de veículos pesados mantêm projetos próprios de desenvolvimento.

No cenário internacional, caminhões com autonomia nível 4 já operam em algumas situações. Em 2019, a Scania apresentou o AXL, um conceito sem cabine monitorado remotamente para atuar em minas, canteiros de obras e outras áreas controladas. Em janeiro deste ano, a Iveco mostrou um projeto ainda em testes para transporte de cargas entre Madrid e Zaragoza, na Espanha, em um percurso de cerca de 300 km.

No Reino Unido, o porto de Felixstowe utiliza dezenas de caminhões sem cabine no transporte contínuo de contêineres. A operação busca otimizar o fluxo das cargas, reduzir o tempo de movimentação e melhorar a logística.

Volvo, Daimler, dona da Mercedes-Benz, Man e Tesla estão entre as fabricantes que desenvolvem veículos comerciais autônomos. Também existem startups com projetos de veículos comerciais sem condutor.

Por que os caminhões avançam primeiro

Carlos Delich, presidente da ZF América do Sul, afirmou que os caminhões podem alcançar o nível 5 antes dos carros porque o transporte rodoviário de cargas tem rotas definidas, longos trechos de rodovias, menor interação urbana e operações logísticas estruturadas. “Os caminhões autônomos de nível 5 tendem a chegar antes dos carros totalmente autônomos”, disse.

No Brasil, a adoção deve começar em operações controladas de mineração, agronegócio, portos e centros logísticos. A Vamos já oferece o Agronomous, uma versão modificada de um caminhão da Volkswagen capaz de operar de forma autônoma nos campos.

Segundo Delich, sensores, radares, câmeras, softwares avançados e processamento embarcado já permitem ampliar a automação. O desafio é integrar esses recursos com segurança e capacidade de expansão.

A expectativa é que a produção de veículos autônomos de nível 4 continue crescendo até 2030. Os modelos de nível 5 devem começar a ser inseridos no mercado apenas em 2040.

Escala de autonomia

A classificação usada pela SAE reúne seis níveis. O nível 0 não tem autonomia, embora possa contar com sistemas de auxílio. No nível 1, há uma ferramenta simples, como o controle de cruzeiro adaptativo, mas o motorista precisa manter as mãos no volante.

O nível 2 combina pelo menos dois sistemas de assistência, com supervisão humana permanente. O nível 3 permite que o veículo controle condução, frenagem e aceleração e se adapte melhor ao ambiente, mas ainda exige intervenção humana quando necessário.

No nível 4, o veículo conduz e corrige falhas por conta própria em ambientes controlados. O nível 5 representa autonomia plena, em qualquer lugar e condição, sem comando humano. Veículos com essa classificação ainda não existem.

Texto produzido pela Redação Ponto de Hoje com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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