SÃO PAULO — O acesso ao mirante do Edifício Copan inclui dois lances de escada estreitos entre o 32º andar e a cobertura. Por isso, a visita não é acessível para cadeirantes e pode dificultar a circulação de pessoas com mobilidade reduzida. A limitação está relacionada ao tombamento do prédio pelo Conselho Municipal de Preservação do Patrimônio Histórico, Cultural e Ambiental da Cidade (Conpresp), em 2012.
A cobertura volta a receber visitantes neste sábado, 5 de setembro, depois de seis anos fechada para visitação. O passeio será oferecido somente aos sábados, das 13h30 às 16h30, em 13 subidas. Cada grupo poderá ter até oito pessoas, e a visita terá duração de 40 minutos.
Os ingressos custam R$ 50 por pessoa e devem ser comprados pelo site oficial do edifício, com pagamento via Pix ou cartão de crédito. A arrecadação será destinada ao restauro da fachada do Copan, que está escondida atrás de uma tela de proteção há 12 anos.
O encontro ocorre na portaria da Avenida Ipiranga, 200, na República. É necessário chegar dez minutos antes do horário marcado. Os grupos saem no horário previsto e não aguardam visitantes atrasados.
Do mirante, a vista de 360 graus alcança o Edifício Itália, o Edifício Martinelli, a Praça da República, o Sambódromo e o Campo de Marte. Em dias claros, também é possível avistar a Serra da Cantareira na direção da Avenida Paulista.
O Copan começou a ser construído em 1952, em projeto de Oscar Niemeyer com colaboração do arquiteto Carlos Alberto Cerqueira Lemos. O edifício começou a ser habitado em 1966 e foi concluído seis anos depois. A construção tem 32 andares, 115 metros de altura e 1160 apartamentos, além de mais de 3 mil moradores.
A primeira fase do restauro foi iniciada em 2023. A fachada tem 46 mil m² revestidos de pastilhas, e a obra é estimada em cerca de R$ 68 milhões, com prazo mínimo de três anos. Até 2019, o mirante funcionava de segunda a sexta, em dois horários fixos, com entrada gratuita.








