SÃO PAULO — A estrutura da Volkswagen Tukan recebeu a maior pontuação no 4º Troféu SAE Brasil CarBody, após análise de especialistas da indústria e votação dos participantes do simpósio. A avaliação considerou sete pilares da engenharia veicular, incluindo materiais, processos de fabricação e soluções de montagem.
A escolha ocorreu durante a 10ª edição do simpósio SAE Brasil CarBody, realizado em São Paulo nos dias 14 e 15 de setembro de 2026. O projeto da picape foi comparado aos de Jeep Avenger, Ford Bronco Sport e Chevrolet Sonic, apresentados com as estruturas abertas para inspeção do público.
Critérios da disputa
Os jurados analisaram o domínio dos palestrantes, a clareza das explicações, a capacidade de resposta nas sabatinas técnicas e o grau de inovação dos processos industriais. Também entraram na pontuação o uso de novos materiais, a harmonia visual da estrutura e as soluções adotadas na montagem.
A Tukan se destacou pelo equilíbrio entre inovação fabril, eficiência no emprego de materiais e clareza técnica na apresentação. A exposição do projeto teve a participação de Rodrigo Claudino, supervisor de carroceria e tampas, e Rafael Aguera Rezeno da Silva, supervisor executivo de simulações digitais de impacto e crash test. Os dois explicaram as soluções aplicadas no desenvolvimento da picape.
O troféu reconhece o trabalho de engenharia relacionado ao Body in White (BIW), nome dado à estrutura metálica da carroceria. O simpósio discutiu como essa parte do veículo influencia a segurança, ao distribuir a energia de uma colisão para proteger a cabine, e a eficiência, com o uso de ligas leves e novos compostos para reduzir a massa.
Estrutura e transformação da indústria
O BIW também foi apresentado como elemento ligado à redução do consumo em veículos a combustão e ao aumento da autonomia dos modelos elétricos. Materiais reciclados e processos produtivos com menor pegada de carbono foram apontados como parte das estratégias de sustentabilidade do setor.
A integração de módulos eletrificados, sistemas avançados de soldagem e ferramentas de manufatura digital exige mudanças nas linhas de montagem. Nesse cenário, a estrutura metálica passa a ser tratada como uma plataforma flexível para veículos conectados, e não apenas como um suporte rígido.








