RORAIMA — Ao menos oito pessoas foram presas em flagrante pela Polícia Federal por suspeita de corrupção eleitoral em Alto Alegre e Boa Vista. As ações ocorreram após denúncias sobre o possível transporte de dinheiro em espécie para compra de votos. Aproximadamente R$ 70 mil foram apreendidos.
Em Alto Alegre, parte do valor estava em um veículo ligado aos suspeitos. Outros R$ 17 mil foram encontrados em um imóvel de onde eles haviam acabado de sair. A polícia também identificou indícios de que o dinheiro seria usado para pagamento de boca de urna.
Os valores estavam separados em montantes distintos e acompanhados de anotações com nomes de pessoas, segundo a Polícia Federal. A boca de urna é considerada crime eleitoral quando há tentativa de convencer, influenciar ou arregimentar eleitores a votar ou deixar de votar em determinada candidatura ou partido no dia da eleição.
Em Boa Vista, a operação também foi motivada por uma denúncia. R$ 45 mil foram localizados em um apartamento. Com as provas, os suspeitos receberam voz de prisão e foram autuados em flagrante por corrupção eleitoral.
Regra sobre prisões no período eleitoral
Desde 29 de setembro, candidatos e eleitores não podem ser detidos ou presos até 48 horas depois das eleições. A previsão do Código Eleitoral busca evitar que o cidadão seja impedido de exercer o direito ao voto.
A imunidade não se aplica em casos de flagrante delito, sentença criminal condenatória por crime inafiançável ou desrespeito ao salvo-conduto. A regra é uma atualização do primeiro Código Eleitoral do país, de 1932, criado para evitar a intimidação de eleitores por coronéis.








