Londrina, Terça-feira, 29 de setembro de 2026
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PF mira deputado e produtora em investigação sobre financiamento de filme

Operação autorizada por Flávio Dino apura suspeitas de desvio de emendas parlamentares destinadas a uma organização da sociedade civil.

Mario Frias e produtora de "Dark Horse" são alvos de operação da PF

A Polícia Federal cumpre nesta quinta-feira (10) 49 mandados de busca e apreensão contra pessoas e empresas ligadas ao financiamento do filme “Dark Horse”, cinebiografia do ex-presidente Jair Bolsonaro. Entre os alvos estão o deputado Mario Frias (PL-SP) e Karina Gama, dona da Go UP Entertainment, produtora responsável pela obra.

Autorizada pelo ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal, a operação Make Up investiga suspeitas de desvio de emendas parlamentares repassadas ao Instituto Conhecer Brasil, uma organização da sociedade civil ligada à produtora. Os mandados são cumpridos em São Paulo, Rio de Janeiro, Ceará e no Distrito Federal, em ação conjunta com a Controladoria-Geral da União.

Suspeitas investigadas

A PF afirma que as apurações apontam uma organização criminosa formada por agentes públicos e privados. O grupo é suspeito de direcionar valores para empresas subcontratadas de forma irregular, sem comprovação da prestação dos serviços contratados.

Levantamentos financeiros, segundo a corporação, identificaram movimentações de centenas de milhões de reais entre empresas investigadas. Os crimes apurados incluem peculato, falsidade documental, lavagem de dinheiro, organização criminosa e crimes licitatórios.

O financiamento de “Dark Horse” é analisado em dois inquéritos no STF. Um deles é relatado pelo ministro André Mendonça. O outro, que apura possível direcionamento de emendas, está sob relatoria de Dino.

Em março, Dino determinou que Mario Frias prestasse esclarecimentos sobre uma emenda parlamentar de R$ 2 milhões destinada ao Instituto Conhecer Brasil. Em manifestação enviada ao Supremo em maio, o deputado negou irregularidades e disse que os recursos tiveram finalidade social.

Frias é produtor executivo do filme e foi secretário de Cultura durante a gestão Bolsonaro. Em junho, a Polícia Civil de São Paulo também realizou uma operação contra a Go UP Entertainment por suspeitas de fraudes e desvios de recursos públicos. Após determinação de Dino, os dados obtidos foram compartilhados com o STF.

Texto produzido pela Redação Ponto de Hoje com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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