SÃO PAULO — O Consulado dos Estados Unidos em São Paulo afirmou que a administração Donald Trump prioriza a segurança e trabalha com o serviço diplomático brasileiro para tratar de questões de segurança. A manifestação ocorreu após a suspensão de serviços e do atendimento ao público em embaixadas e consulados americanos no Brasil.
A Polícia Federal e a Agência Brasileira de Inteligência negaram ter emitido alertas ou relatórios sobre uma tentativa de golpe relacionada ao fechamento das representações diplomáticas. A Abin declarou: “Essa informação não procede”.
Operação não confirmou riscos
Na sexta-feira, 2 de outubro, a Polícia Federal cumpriu dois mandados de busca e apreensão em São Paulo e no entorno do Distrito Federal. A investigação apurava um suposto planejamento de atos que poderiam colocar em risco instalações diplomáticas dos Estados Unidos no Brasil.
Em nota, a PF informou que não encontrou elementos que corroborassem os riscos apontados inicialmente. O órgão também afirmou não ter identificado suspeitos de envolvimento com organizações criminosas. No sábado, 3, a instituição negou ter produzido informe ou relatório sobre uma tentativa de golpe.
A narrativa sobre uma suposta “Operação Psicológica” se espalhou no X, Facebook e YouTube. A publicação atribuía ao Sistema Brasileiro de Inteligência, o Sisbin, a emissão de informes sobre uma ação supostamente desencadeada pela gestão Donald Trump, que incluiria a suspensão do atendimento nas representações americanas.
Um dos conteúdos no X havia alcançado mais de 160 mil visualizações até 3 de outubro. No Facebook, outra publicação havia sido vista por cerca de 430 mil pessoas até a mesma data.
O que informou o consulado
O Consulado dos Estados Unidos em São Paulo explicou que as embaixadas e consulados do país no exterior usam regularmente o sistema de mensagens STEP para comunicar ameaças, eventos e mudanças relevantes no contexto local. A representação também disse estar trabalhando em cooperação com suas contrapartes brasileiras.
O termo operação psicológica, ou psyop, descreve o uso planejado de informações, propaganda e estratégias de comunicação para influenciar emoções, atitudes e comportamentos de públicos específicos. O conceito, associado historicamente ao jargão militar, também é estudado na sociologia e na comunicação.
Uma publicação viral combinou linguagem alarmista, referência a uma ameaça iminente e polarização política. O conteúdo mencionava uma tentativa de golpe pela direita e convocava o público a votar em Lula (PT) na eleição deste domingo, 4.








