Sergio Moro e André Mendonça trocaram acusações publicamente em 28 de dezembro de 2020, durante o governo de Jair Bolsonaro. O confronto ocorreu no Twitter, atualmente chamado de X, depois que Moro criticou a demora do governo para iniciar a vacinação contra a Covid-19 no Brasil.
Na ocasião, Mendonça era ministro da Justiça e Segurança Pública, cargo que havia sido ocupado por Moro. O então ministro respondeu às críticas questionando a legitimidade do antecessor para cobrar o governo e atacando sua atuação na área de segurança.
“Vi que @SF_Moro perguntou se havia presidente em Brasília? Alguém que manchou sua biografia tem legitimidade para cobrar algo?”, escreveu Mendonça. Em outra mensagem, comparou os resultados de sua gestão com os do período em que Moro esteve no comando da pasta e mencionou apreensões de drogas e recursos desviados da corrupção.
Moro reagiu acusando Mendonça de não ter autonomia para escolher o diretor-geral da Polícia Federal. A resposta retomou a crise que havia levado o ex-juiz a deixar o governo meses antes.
Saída do Ministério da Justiça
Moro anunciou sua saída do Ministério da Justiça em 24 de abril de 2020. Ele acusou Bolsonaro de tentar promover interferência política na Polícia Federal e afirmou que a mudança no comando da corporação foi decisiva para sua decisão.
“Não tinha como aceitar essa substituição. (…) Tenho que preservar o compromisso que assumi, com o próprio presidente, de que seriamos firmes no combate à corrupção”, declarou Moro na ocasião.
O ex-ministro também disse que Bolsonaro havia lhe dado carta branca para tratar do comando da PF, mas não teria mantido o compromisso. Segundo Moro, a troca da chefia ocorreria sem justificativa plausível e poderia resultar em relações impróprias.
Mendonça deixou o Ministério da Justiça em março de 2021. Meses depois, foi indicado por Bolsonaro ao Supremo Tribunal Federal, onde tomou posse em dezembro daquele ano. Hoje, ele é ministro da Corte.








