BRASÍLIA — As campanhas de Lula (PT) e Flávio Bolsonaro (PL) ajustam suas estratégias para o segundo turno. O presidente pretende rever a comunicação e buscar eleitores além da base petista, enquanto o senador amplia alianças com candidatos derrotados e partidos do centro.
Lula se reunirá nesta quarta-feira (7), em Brasília, com deputados eleitos ligados à esquerda e com influência no ambiente digital. Entre os participantes estão Ana Elisa e Pedro Rousseff, eleitos para deputados federais em Minas pelo PT, além de Erika Hilton e Sâmia Bomfim, do PSOL de São Paulo. Juntos, eles somam mais de 2,8 milhões de votos.
A campanha petista identificou problemas na comunicação depois de Lula terminar o primeiro turno em segundo lugar. Uma das mudanças previstas é adotar uma postura mais combativa contra Flávio, inclusive na discussão sobre o fim da escala 6x1. Senadores da base governista defendem a votação da PEC e passaram a associar o adversário à oposição ao fim da jornada.
O núcleo da campanha também mira os 33 milhões de eleitores que não votaram no primeiro turno. A intenção é alcançar pessoas fora da base que já apoia Lula, inclusive por meio de conteúdos distribuídos em grupos de WhatsApp da esquerda. A avaliação é que a primeira rodada de mensagens chegou principalmente a eleitores que já haviam votado no presidente.
Outra frente deve priorizar a Bahia, conforme indicação do senador Jaques Wagner, ex-líder do governo. O estado é o quarto maior colégio eleitoral e registrou a maior redução de votos de Lula em comparação com a eleição anterior: 208 mil a menos.
Flávio reúne apoios
A campanha de Flávio considera mais favorável o início do segundo turno. Ronaldo Caiado (PSD), Romeu Zema (Novo), PP, União Brasil e a bancada ruralista declararam apoio ao senador. No acordo com o agro, a bancada indicará o ministro da Agricultura em caso de vitória nas urnas.
Também estão previstas alianças estaduais mantidas por deputados e senadores eleitos, com a preservação de estruturas pessoais de campanha e das ações digitais. Em São Paulo, políticos da direita podem acompanhar Flávio em agendas externas. Uma proposta ainda em elaboração prevê reunir apoiadores na capital paulista no próximo domingo, mas os detalhes continuam em análise.








