Londrina, Terça-feira, 29 de setembro de 2026
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Little Beast leva apresentação com fones à Avenida Paulista aos domingos

Banda conecta instrumentos a uma interface de áudio e distribui o som por fones após nova regra da Prefeitura.

Little Beast leva apresentação com fones à Avenida Paulista aos domingos
Foto: Ana Lourenço/Estadão

Uma banda passou a apresentar seus shows na Avenida Paulista sem caixas de som depois que a Prefeitura proibiu fontes externas de energia para amplificar apresentações aos domingos. A Little Beast conecta os instrumentos a uma interface de áudio e envia o sinal para fones usados pelos músicos e pelo público.

A estrutura reúne dezenas de fones coloridos apoiados em duas armações de metal. Enquanto baixista, guitarrista, gaitista, cantora e baterista tocam, quem passa pela avenida pode pegar um fone e acompanhar a música. De longe, a cena parece uma apresentação sem som.

A regra está em vigor desde o mês passado e impede o uso de geradores, baterias ou ligações elétricas puxadas de estabelecimentos comerciais ou residências pelas ruas. A medida faz parte dos parâmetros de limite de ruído do programa Ruas Abertas e busca conciliar a manifestação artística com as regras para a via.

Como funciona o show

Os instrumentos são conectados ao equipamento de áudio, que distribui o sinal para os fones. A banda colocou os aparelhos em uma Towner, espécie de van, de 1995, usada para transportar a estrutura. A ideia surgiu depois da mudança nas regras, como uma adaptação de uma experiência que os músicos já tinham em estúdio.

Guilherme Eberhardt, co-fundador da Little Beast, disse que inicialmente imaginou que a alteração inviabilizaria as apresentações. Depois, relacionou o formato ao modo como a banda tocava e gravava em seu estúdio. O grupo comprou os fones, testou a proposta e viralizou nas redes sociais no primeiro fim de semana em que tocou. Fiscais da Prefeitura também elogiaram a iniciativa.

José Ricardo Martins, baterista da banda Mentiras Sinceras e co-fundador da Little Beast, resumiu a situação com humor: “Nunca pensei que para ficar famoso eu precisava tocar no silêncio”.

Durante as apresentações, pessoas se aproximam para entender a cena, pegam os fones e permanecem por alguns minutos ou algumas músicas. Depois, devolvem os aparelhos para outros visitantes. Caroline Colombo, analista de projetos de 45 anos, disse que a curiosidade a levou a escutar e avaliou a experiência como “demais!”.

Regras e próximos passos

Quem descumprir a determinação pode receber advertência, ser obrigado a interromper o show imediatamente e ter os equipamentos apreendidos. Os instrumentos musicais ficam fora dessa possibilidade, e não há previsão de multa em dinheiro.

O administrador Luciano Conde, de 51 anos, participou da experiência e afirmou que a apresentação chama atenção de quem observa a avenida. Marcelo Costa, da área de TI, 41 anos, considerou curiosa a banda sem som e disse preferir a experiência mais movimentada da Paulista. Já o analista de sistemas Vinicius Marconsini, de 30 anos, acompanhou o show com a filha e afirmou que gostaria de ouvir a banda sem fones.

O projeto pretende reunir diferentes bandas e estilos musicais. Segundo Martins, o coletivo também grava as apresentações e disponibiliza parte do material mixado para os músicos.

Texto produzido pela Redação Ponto de Hoje com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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