Londrina, Terça-feira, 29 de setembro de 2026
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Investigação sobre acidente em Miami vai avaliar ausência de sistema EMAS

NTSB diz que a falta do equipamento será analisada após avião de carga sair da pista e atingir veículos.

Investigação sobre acidente em Miami vai avaliar ausência de sistema EMAS

A ausência do sistema EMAS no Aeroporto Internacional de Miami será avaliada na investigação sobre o acidente com um Boeing 767 de carga da Amazon. A aeronave ultrapassou os 400 metros da pista no domingo (6), atingiu uma van Ford Econoline e um Toyota Corolla Cross, e matou cinco pessoas que estavam nos veículos. Os pilotos sobreviveram.

O gravador de voz da cabine e o gravador de dados de voo, conhecidos como caixas-pretas, foram recuperados pelos investigadores. O avião era operado pela 21 Air para a Amazon, também identificada como Prime Air Cargo.

Jennifer Homendy, presidente do Conselho Nacional de Segurança no Transporte (NTSB), afirmou na segunda-feira (7) que a falta do EMAS terá papel importante na apuração das causas do acidente. Questionada sobre a ausência do sistema em um aeroporto de grande movimento, Homendy disse que a questão será parte fundamental da investigação.

Como funciona o sistema

O EMAS, sigla em inglês para Engineered Materials Arresting System, é instalado no fim da pista e utiliza um material leve e deformável para reduzir a velocidade de aeronaves em situações de emergência. O material é poroso, absorve energia e se comprime quando o trem de pouso passa por cima dele.

O sistema foi criado depois de um acidente com um DC10-30 da Scandinavian Airlines, de matrícula LN-RKB. Em 28 de fevereiro de 1984, a aeronave ultrapassou os limites da pista 04R do aeroporto New York JFK. O acidente deixou passageiros feridos e provocou danos substanciais ao avião.

Segundo a FAA, o EMAS impediu que 26 aeronaves ultrapassassem pistas desde 1999. Atualmente, 72 aeroportos dos Estados Unidos possuem o equipamento. Ele costuma ser adotado quando o aeroporto não consegue cumprir os padrões de área de segurança da pista, que estabelecem 250 pés (76 metros) de cada lado do centro da pista e 1.000 pés (305 metros) a partir da cabeceira.

Posição do aeroporto

As pistas do Aeroporto Internacional de Miami atendem aos padrões da FAA, inclusive a pista envolvida no acidente. Em comunicado divulgado na noite de segunda-feira, o aeroporto informou que a pista 12/30 tem uma área de segurança completa de 305 metros (1.000 pés).

A administração afirmou que o EMAS costuma ser usado quando limitações de espaço impedem a implantação de uma área de segurança completa. Também declarou que nenhum aeroporto dos Estados Unidos mantém o sistema em uma cabeceira que tenha, ao mesmo tempo, uma área de segurança completa e desobstruída de 305 metros. O aeroporto passa por inspeção de segurança da FAA todos os anos e diz atender aos requisitos federais.

A prefeita de Miami-Dade, Daniella Levine Cava, afirmou que tomou conhecimento da discussão. “Sabemos que não é um requisito das normas da FAA, mas certamente temos interesse em saber mais”, disse. Ela acrescentou que o objetivo é fazer tudo o que for possível para garantir a segurança.

Texto produzido pela Redação Ponto de Hoje com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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