CAMPINA GRANDE — O homem que teve os órgãos genitais cortados pela companheira recebeu alta do Hospital de Trauma de Campina Grande nesta terça-feira (8). A mulher afirmou que pretende se apresentar à polícia e disse assumir as consequências do que fez.
A polícia abriu um inquérito para investigar suspeitas de estupro de vulnerável envolvendo os filhos da mulher. O delegado Heitor Soares informou que as crianças, o pai delas, a mãe e o homem investigado serão ouvidos. As crianças também foram encaminhadas para exames, e o laudo deve ser concluído nos próximos dias.
A suspeita relatou que descobriu os abusos depois de mostrar aos filhos um vídeo sobre uma menina que teria contado à mãe, por meio de uma carta, que sofria violência sexual. Durante a conversa, as crianças choraram e disseram que eram vítimas do padrasto.
Segundo o relato dela, o então companheiro confirmou os abusos quando foi questionado. A mulher também afirmou que perguntou se ele faria o mesmo com outras crianças e recebeu resposta afirmativa. Depois disso, disse que o amarrou e realizou o corte, alegando que queria impedir novos crimes.
“Fiz e faria de novo. Não me arrependo. Sei das consequências e assumo meus atos”, afirmou a mulher em um áudio. Ela declarou ter vídeos nos quais o homem confessaria os abusos e nos quais os filhos relatariam o que aconteceu.
A mulher disse trabalhar como cuidadora em um hospital, fazer plantões à noite e cursar enfermagem. Também afirmou que não está foragida e que escolherá o melhor momento para se entregar. Ao delegado, caberá ouvir formalmente os envolvidos e reunir os elementos do inquérito sobre os supostos abusos.
Além da investigação por estupro de vulnerável, a mulher será investigada por lesão corporal grave. O delegado afirmou que o pai das crianças registrou ocorrência e que os depoimentos serão conduzidos com cuidado em razão da idade delas.








