Londrina, Terça-feira, 29 de setembro de 2026
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Augusto Cury chega a 11% e ocupa espaço entre Lula e Flávio Bolsonaro

Candidato do Avante avança em duas pesquisas, mas analistas dizem que ainda é cedo para confirmar uma tendência eleitoral.

Augusto Cury cresce nas pesquisas e reacende 3ª via em eleição polarizada
Foto: Otávio Brito/Art Metrópoles

Augusto Cury (Avante) subiu nas pesquisas de intenção de voto para a Presidência em 2026 e passou a ocupar a terceira colocação em dois levantamentos divulgados nessa segunda-feira (31/8). O crescimento recolocou em debate a possibilidade de uma candidatura alternativa à polarização entre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ).

Na AtlasIntel, Cury passou de 1,6% para 7,8%, avanço de 6,2 pontos. Na BTG/Nexus, subiu de 2% para 11%, alta de 9 pontos. Com o resultado, tornou-se o primeiro candidato fora do eixo Lula-Flávio a atingir dois dígitos em uma pesquisa para o Palácio do Planalto em 2026.

Exposição e presença nas redes

Marcelo Tokarski, CEO do Nexus, relacionou o desempenho na BTG/Nexus à repercussão da sabatina de Cury no Jornal Nacional, realizada no último sábado (29/8). “Ele bombou nas redes, isso se refletiu nas buscas do Google”, afirmou.

Na avaliação de Tokarski, a exposição fez com que eleitores que ainda não tinham escolhido candidato passassem a se identificar com o escritor. O movimento teria alcançado principalmente pessoas inclinadas a votar em Flávio Bolsonaro, além de parcelas dos eleitorados de Lula e do ex-governador de Minas Romeu Zema (Novo).

O executivo ponderou, porém, que ainda não há confirmação de uma tendência consolidada. Cury pode continuar crescendo, permanecer no atual patamar ou recuar depois do aumento momentâneo de atenção.

Tokarski também apontou que o candidato adota uma postura mais moderada e menos confrontativa que a de outros nomes que tentam romper a polarização, como Renan Santos (Missão). Esse perfil, segundo ele, pode ampliar o alcance da candidatura.

Alternativa aos dois polos

Yuri Sanches, diretor de análise política da AtlasIntel, afirmou que a alta não se explica apenas pela maior exposição. Para ele, Cury ocupou um espaço ainda não preenchido na chamada terceira via.

Ronaldo Caiado (PSD), ex-governador de Goiás, e Romeu Zema concentraram seus discursos no eleitorado de direita e, em alguns temas, apresentaram propostas próximas às de Flávio Bolsonaro. Cury procurou dialogar também com eleitores de Lula.

Sanches citou como momento simbólico um debate da Band, quando Cury criticou Renan Santos por atacar eleitores do presidente. A avaliação é que essa reação ajudou a formar a imagem de uma candidatura capaz de conversar com os dois lados da disputa.

Os dados da AtlasIntel indicam avanço entre eleitores de Lula e de Flávio, com maior força entre os que votaram em Jair Bolsonaro em 2022: quase 10% desse grupo, contra cerca de 4% entre os eleitores de Lula no segundo turno.

O escritor também cresceu entre mulheres, eleitores de menor renda e no Nordeste, segmentos associados ao PT. Houve avanço ainda no Centro-Oeste, no Norte e entre eleitores de direita que não se identificam com o bolsonarismo.

Desafio é manter o desempenho

Sanches estima que Cury poderia se estabilizar entre 4% e 5% das intenções de voto caso o crescimento se consolide. Para isso, segundo o analista, será necessário resistir aos ataques de adversários preocupados com a ascensão da candidatura.

“É um início importante. Ele se comunicou com uma parcela relevante do eleitorado, mas ainda falta consolidar mais isso”, afirmou.

O analista avaliou que o desempenho já supera o alcançado por nomes da terceira via em 2022, como Simone Tebet (PSB-SP) e Ciro Gomes (PSDB). Para ele, os resultados indicam uma demanda, ainda pequena, por um voto crítico no primeiro turno.

A assessoria de Cury atribuiu o crescimento ao aumento da exposição durante a campanha e à presença digital. Em nota, afirmou que entrevistas, debates, propostas e agendas ampliaram o conhecimento sobre a candidatura e circularam em diferentes plataformas.

O candidato tem concentrado o discurso em educação, saúde mental, tecnologia, empreendedorismo, segurança pública e redução da polarização política. A estratégia busca apresentá-lo como uma alternativa de centro, fora da disputa entre Lula e o campo bolsonarista.

O avanço nas redes também provocou questionamentos de campanhas adversárias, que estudam acionar o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) para apurar o engajamento nos perfis de Cury. A suspeita citada pelos rivais envolve o crescimento de mais de 2 milhões de seguidores no Instagram após o debate da Band, considerado por eles não orgânico.

Texto produzido pela Redação Ponto de Hoje com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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