Londrina, Terça-feira, 29 de setembro de 2026
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Assembleia do Corinthians terá 11 propostas e não votará texto-base

Reunião no Parque São Jorge foi autorizada pela Justiça de São Paulo e terá votação restrita a associados que atendam às regras do clube.

Assembleia do Corinthians terá 11 propostas e não votará texto-base

A Assembleia Geral do Corinthians será realizada neste sábado, das 9h às 17h, no Ginásio Wlamir Marques, no Parque São Jorge. A reunião terá 11 temas em pauta, mas o texto-base da reforma estatutária não será submetido aos associados.

A decisão segue a autorização concedida pela Justiça de São Paulo na última sexta-feira. O juiz Rafael Viotti Schlobach determinou que a assembleia mantenha correspondência exata com os assuntos efetivamente discutidos pelo Conselho Deliberativo nas reuniões de 29 de abril e 4 de maio.

A organização da reunião foi confirmada nesta segunda-feira pelo Conselho Deliberativo. Estão aptos a votar associados maiores de 18 anos, admitidos há mais de cinco anos, que estejam em dia com as obrigações estatutárias. Militantes e dependentes de qualquer categoria não podem participar da votação.

Propostas em análise

Entre os temas está a concessão de direito de voto já para 2026 aos associados de futebol, identificados como Fiel Torcedor. Também será discutida a redução do Conselho Deliberativo para 200 membros, sendo 150 eleitos e 50 vitalícios, além da adoção de candidaturas individuais para o órgão.

A pauta prevê ainda diminuir para três anos o período de carência para votar e criar eleições em dois turnos para presidente e vice-presidentes. A composição do Conselho de Ética poderá passar a ser definida por eleição na Assembleia Geral.

Outra proposta estabelece duas câmaras no Conselho de Ética: uma formada por associados e outra por conselheiros. O órgão teria 11 membros eleitos pela Assembleia Geral. Também está prevista a limitação dos membros natos do Cori aos últimos cinco ex-presidentes do Conselho Deliberativo e da diretoria.

Completam a pauta a mudança na periodicidade dos balancetes, que passariam a ser trimestrais; a permissão para a reeleição do atual presidente, como regra de transição; e a obrigação de a diretoria pagar as demandas do Conselho Deliberativo.

Disputas judiciais

Ademir Benedito, Guilherme Strenger e Alexandre Husni, conselheiros vitalícios, elaboraram na última sexta-feira um documento para contestar a aprovação judicial e pedir a suspensão da assembleia.

O trio havia conseguido suspender a reunião prevista para 20 de junho. O pedido foi apresentado em 12 de junho, sob alegação de erros na tramitação do texto-base. Em seguida, Mauricio Campos da Silva Velho, desembargador da 4ª Câmara de Direito Privado do Tribunal de Justiça de São Paulo, cancelou a reunião.

Romeu Tuma Júnior, presidente do Conselho Deliberativo, havia anunciado o cancelamento em 13 de agosto, citando um cenário de incerteza jurídica. A medida, porém, dizia respeito à assembleia marcada para 20 de junho, e não à atual, prevista para 19 de setembro.

Texto produzido pela Redação Ponto de Hoje com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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