A televisão aberta ainda concentra mais de 60% do consumo de vídeo no Brasil, segundo dados da Kantar IBOPE Media. Mesmo com a expansão da internet, dos celulares e de novas plataformas, o meio mantém presença significativa na rotina dos brasileiros.
A televisão chegou ao país em 1950, levando informação, novelas, entretenimento e conteúdos variados às residências. Desde então, passou por mudanças tecnológicas e de linguagem, mas preservou espaço no consumo audiovisual e na publicidade.
Para o consultor e pesquisador Fernando Morgado, a liderança da televisão aberta também está relacionada à geração de empregos no setor audiovisual e à contribuição para a sociedade. “É a maior mídia do Brasil por várias razões”, afirmou.
Credibilidade e adaptação
Morgado também destacou a credibilidade construída pela televisão ao longo dos anos. Na avaliação dele, o público ainda recorre ao meio quando busca verificar a veracidade de uma informação. Esse hábito, segundo o especialista, não foi perdido com o avanço de outras tecnologias.
A inteligência artificial e o surgimento de novas plataformas devem transformar a forma de produzir e assistir televisão, mas não eliminariam sua relevância. Para o consultor, a televisão continuará importante independentemente do dispositivo usado para acessar o conteúdo, especialmente por fazer parte da cultura brasileira.
As emissoras já adotam estratégias multiplataforma, distribuindo conteúdos em serviços digitais e redes sociais. Morgado defendeu que o mercado publicitário reconheça esses formatos como produtos televisivos também em linguagem e investimento.
“Um corte da RECORD NEWS no Instagram ou a transmissão Record Plus também é um produto televisivo em termos de linguagem”, disse.
O especialista afirmou que as agências precisam acompanhar as mudanças nos hábitos de consumo. O modo de fazer e assistir televisão daqui a 70 anos pode ser diferente do atual, mas a programação de qualidade e o respeito ao público devem permanecer como referências.








