O presidente Luiz Inácio Lula da Silva voltou a defender a exploração de petróleo na Margem Equatorial e a ampliação das exportações de alta tecnologia. Ele afirmou que o Brasil deve reduzir a dependência estrangeira e evitar ficar no centro da disputa entre China e Estados Unidos.
Lula disse que o país precisa avançar além das exportações de produtos do agronegócio. “A gente quer vender chip, a gente quer vender bateria e celular. A gente não quer só exportar carne de boi, porco, soja e milho”, declarou. Para o presidente, a exploração de terras raras e a industrialização desses recursos devem ocorrer no Brasil, com produção e investimentos nacionais.
O presidente também defendeu investimentos em educação, tecnologia e inteligência artificial, além da transformação de minerais críticos e terras raras em produtos de maior valor agregado. Ao tratar da Margem Equatorial, chamou a descoberta de “novo passaporte do futuro desse país” e disse que os lucros devem ser destinados a educação, saúde e tecnologia.
A área é tratada dentro do governo como possível “novo pré-sal”. A Petrobras sustenta que, sem a exploração, o Brasil tende a voltar a depender de petróleo importado em um horizonte de dez anos.
Investigação sobre o caso Master
Durante a fala, Lula também defendeu a investigação do envolvimento de autoridades no caso Master. O presidente associou Daniel Vorcaro ao ex-presidente Jair Bolsonaro e afirmou que o governo anterior foi responsável pela influência do ex-banqueiro.
“Eles transformaram o vorcaro em banqueiro. Aí, o que nós fizemos? Transformamos em prisioneiro”, disse Lula, ao cobrar que a Suprema Corte apure o caso.
A crise institucional no Supremo se intensificou após a divulgação de um relatório da Polícia Federal sobre supostas mensagens trocadas por Vorcaro com Moraes. Nos diálogos, o ex-banqueiro teria pedido intervenção junto ao diretor-geral da PF, Andrei Rodrigues, afastado preventivamente do cargo nesta terça-feira, e ao procurador-geral da República, Paulo Gonet.








