Os jogos de luta da Marvel passaram por fliperamas, consoles e celulares, com heróis e vilões colocados em disputas individuais, duplas e equipes. A trajetória inclui crossovers com Street Fighter e chega a Marvel Tōkon: Fighting Souls, desenvolvido pela Arc System Works, estúdio responsável por Guilty Gear e Dragon Ball FighterZ.
Disponível para PlayStation 5 e PC, o novo título aposta em equipes 4v4, visual estilizado e elenco inicial de 20 personagens. Antes dele, a editora acumulou uma série de jogos que ajudaram a definir diferentes formatos dentro do gênero.
O início nos fliperamas
Marvel Super Heroes reuniu personagens como Homem de Ferro, Hulk, Wolverine e Capitão América, além de vilões como Thanos. A história girava em torno das Joias do Infinito. Com estrutura 2D, comandos acessíveis e espaço para estratégias mais complexas, o jogo aproximou jogadores casuais e experientes.
Em 1996, X-Men vs. Street Fighter colocou os universos dos X-Men e de Street Fighter no mesmo jogo. Foi o primeiro crossover oficial entre Marvel e Capcom e introduziu o combate em dupla. A possibilidade de trocar de personagem durante a luta criou novas combinações e estratégias. No PlayStation 1, limitações técnicas impediram a manutenção desse sistema.
A fórmula avançou em Marvel Super Heroes vs. Street Fighter, lançado em 1997. O título ampliou o espaço para personagens como Capitão América, Shuma-Gorath e Blackheart. A jogabilidade e o visual permaneceram próximos aos do antecessor, com golpes especiais e combos semelhantes. A edição para PlayStation 1 novamente não contou com o sistema de duplas dos fliperamas.
A expansão da série Marvel vs. Capcom
Lançado em 2000, Marvel vs. Capcom 2: New Age of Heroes ampliou as equipes para três lutadores. As trocas dinâmicas e os combos chamados de hyper combos passaram a fazer parte de uma experiência com dezenas de personagens da Marvel e da Capcom. O visual 2D ganhou acabamento vibrante, característica lembrada pelos jogadores do gênero.
Após mais de uma década sem um novo capítulo principal, Marvel vs. Capcom 3: Fate of Two Worlds chegou em 2011. A versão expandida, Ultimate Marvel vs. Capcom 3, acompanhou a novidade. A série adotou gráficos em 3D e reduziu de quatro para três os botões principais de ataque. O medidor X-Factor acrescentou atributos aprimorados aos personagens em momentos estratégicos.
Em 2017, Marvel vs. Capcom: Infinite retomou o combate em dupla e o visual 2D. A história colocou heróis e vilões dos dois universos contra Ultron, que pretendia reunir as Joias do Infinito. Esses itens também passaram a influenciar as partidas, ao conceder habilidades especiais às equipes que os controlassem.
O jogo ofereceu campanha para um jogador, partidas online competitivas e batalhas locais. Com isso, combinou diferentes formas de participação, do público casual à cena competitiva.
A experiência nos celulares
Marvel Contest of Champions foi lançado em 2014 para dispositivos móveis. Desenvolvido pela Kabam, o jogo reúne mais de 200 personagens e permite formar times personalizados, além de evoluir os lutadores em desafios progressivamente mais difíceis.
A renderização é 3D, mas os combates acontecem em um plano 2D. Os controles por toque simplificam a execução e reduzem a profundidade dos combos em relação aos jogos de console. Ainda assim, a narrativa e a chegada constante de novos conteúdos mantiveram o título em destaque entre os fãs de games mobile.
Com Marvel Tōkon: Fighting Souls, a Marvel passa a contar com uma nova aposta no gênero. O projeto da Arc System Works retoma o foco em equipes, agora com partidas 4v4, e amplia a lista de opções para quem acompanha os confrontos entre personagens da editora.








