Londrina, Quarta-feira, 7 de outubro de 2026
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iPhone Duo chega por R$22.000 e testa os limites dos dobráveis

Primeiros compradores pagarão pela tecnologia, pela exclusividade e pelo pioneirismo antes de o aparelho alcançar o mercado de massa.

iPhone Duo chega por R$22.000 e testa os limites dos dobráveis
Foto: Divulgação/Apple

A Apple abrirá, na manhã de 16 de outubro, às 9h pelo horário de Brasília, a pré-venda do iPhone Duo, seu primeiro celular dobrável. A versão básica, com 256GB, custará a partir de R$22.000 no Brasil. Nos Estados Unidos, o preço será de US$2.000. Os primeiros aparelhos serão entregues em 23/10.

A compra reúne duas dimensões: a de uma ferramenta ainda cara e imatura e a de uma posição entre os primeiros usuários. Essa segunda dimensão tem valor próprio, especialmente em um produto que pode ser reconhecido à distância quando aberto e transformado em um pequeno tablet.

O papel dos pioneiros

A classificação do sociólogo Everett Rogers ajuda a explicar o perfil desses compradores. Em seu estudo sobre a difusão de inovações, os adotantes são divididos em cinco grupos. Os inovadores representam cerca de 2,5% do total; os adotantes iniciais, perto de 13,5%. Depois vêm a maioria inicial, a maioria tardia e os retardatários.

Quem compra um aparelho de primeira geração tende a estar nos dois primeiros grupos. Essas pessoas aceitam pagar mais, lidar com possíveis problemas e testar a novidade no uso cotidiano. As reclamações e experiências desses usuários ajudam a orientar as gerações seguintes.

A Apple chegou depois da Samsung no mercado de dobráveis. O primeiro Galaxy Fold foi lançado em 2019. A empresa afirma que prefere apresentar produtos quando eles atingem seus padrões de qualidade, durabilidade e design, em vez de entrar antes com uma solução incompleta. Esse comportamento também marcou a chegada do iPod, em 2001, do iPhone, em 2007, e do Apple Watch, em 2015.

O abismo até o mercado de massa

Geoffrey Moore descreveu, em 1991, a distância entre os adotantes iniciais e a maioria inicial. Entusiastas compram potencial e novidade. Consumidores pragmáticos procuram uma solução completa, preço razoável, referências de uso e funcionamento confiável.

Para o trabalho, o iPhone Duo oferece tela interna de 7,6 polegadas, visualização dividida e o chip A20 Pro do iPhone 18 Pro. Os usos profissionais mais plausíveis são ler e revisar documentos em trânsito, consultar duas fontes ao mesmo tempo e fazer apresentações improvisadas.

Quem já leva um iPad mini resolve essas tarefas por uma fração do preço e com uma tela maior. O argumento do Duo é reunir dois aparelhos em um, o que pode interessar a quem vive em deslocamento. Para a maioria dos profissionais, porém, a diferença entre o que o aparelho oferece e o que custa ainda é significativa.

O primeiro iPhone não tinha loja de aplicativos nem 3G. A travessia para um público maior começou com o iPhone 3G, lançado no ano seguinte com a App Store e preço mais convidativo. No caso do Apple Watch, o reposicionamento para saúde e exercício ocorreu a partir da segunda geração.

A pré-venda deverá reunir inovadores e adotantes iniciais. O futuro do Duo dependerá de quando ele deixará de ser apenas uma novidade para se tornar necessário a um público mais amplo. Para decidir, o comprador profissional precisa comparar o que o aparelho faz com as ferramentas atuais e calcular quanto esse ganho vale por mês de uso.

Texto produzido pela Redação Ponto de Hoje com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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