O possível “iPhone Ultra” poderá custar próximo de US$3.000 em algumas versões de armazenamento, enquanto a Apple avalia lançar o aparelho por US$2.200. A escassez de memória e a variação dos custos teriam levado o projeto além das metas financeiras da empresa.
A apresentação está prevista para amanhã, no evento que também deve marcar a estreia do novo CEO, John Ternus. Mark Gurman considera que o aparelho representará a maior mudança de formato do iPhone nesses quase 20 anos.
O dispositivo poderá ter dimensões próximas às de um passaporte quando fechado. Aberto, suas proporções seriam semelhantes às do Magic Trackpad. O modelo também deverá ter limitações de hardware em comparação com os iPhones “18 Pro”, mas a Apple aposta em recursos desenvolvidos para o iOS e em um nível de sofisticação superior ao de outros dobráveis.
Da pesquisa ao iPhone dobrável
O desenvolvimento ganhou força em 2020, depois de uma viagem de Tim Cook à Ásia. Na ocasião, o então CEO teve seu primeiro contato com smartphones de tela dobrável. Visitas a países como a China mostraram a força do segmento, especialmente pela presença dos modelos dobráveis da Samsung.
A Apple já estudava a tecnologia “há alguns anos”, segundo Gurman. Os primeiros testes consideravam um iPad mini expansível, capaz de assumir o formato de um tablet tradicional. O projeto foi depois ampliado para incluir o iPhone, com o objetivo de alcançar mais consumidores. Cook teria defendido publicamente essa mudança dentro da empresa.
A companhia estima vender entre 7 a 10 milhões de unidades neste ano. Para facilitar a compra, são consideradas opções como descontos em planos de parcelamento oferecidos pelas operadoras e o Apple Upgrade, programa de leasing da Apple nos Estados Unidos com possibilidade de compra ao fim dos pagamentos.
Nabila Popal, diretora sênior de pesquisa da IDC, afirmou: “um enorme sucesso”. Ela também comparou a possível posição do aparelho na China à da bolsa Birkin, da Hèrmes.








