Londrina, Terça-feira, 29 de setembro de 2026
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Golpe usa falsa prova de vida do INSS para roubar dados de beneficiários

Criminosos imitam o INSS, ameaçam suspender benefícios e usam ligações, SMS e links falsos para obter informações pessoais.

Golpe usa falsa prova de vida do INSS para roubar dados de beneficiários

Criminosos se passam por funcionários do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) ou da Central 135 para aplicar o golpe da falsa prova de vida. O objetivo é obter dados pessoais de beneficiários ou induzi-los a realizar ações que podem resultar em outras fraudes.

A prova de vida é um procedimento verdadeiro, mas os golpistas usam a existência dessa obrigação para criar uma situação falsa. Por telefone ou mensagem de texto, eles afirmam que o beneficiário precisa fazer ou regularizar a comprovação para evitar a suspensão ou o corte do benefício.

Durante as ligações, os criminosos podem orientar a vítima a digitar uma opção no telefone, como 1 ou 2. A interação é usada para tentar coletar informações ou conduzir a pessoa a outras ações. Em outra modalidade, enviam SMS ou mensagens pelo WhatsApp com links para páginas falsas, nas quais a vítima é orientada a atualizar o cadastro ou resolver uma suposta pendência.

A fraude combina a imitação de uma fonte considerada confiável com o uso de informações verdadeiras sobre a prova de vida. A ameaça de perda do benefício cria urgência e pode levar a vítima a agir sem confirmar a origem do contato. O criminoso também pode dividir a abordagem em pequenas etapas, até conseguir os dados pessoais.

Como evitar a fraude

O INSS informa que não solicita dados pessoais, senhas, informações bancárias, códigos, transferências ou pagamentos por telefone para realizar a prova de vida. O órgão também afirma que não liga para beneficiários nem vai à residência deles para tratar do procedimento e pedir essas informações.

Quando necessário, o aviso pode ser feito pelo banco pagador ou pelo WhatsApp oficial do governo federal, identificado com selo azul de verificação. Essa comunicação apenas informa a necessidade da comprovação: não pede dados pessoais nem envia links para regularização.

A prova de vida pode ser realizada na agência bancária onde o benefício é recebido, mediante apresentação de documento oficial com foto, ou pelo Meu INSS, usando biometria facial. Não é necessário comparecer a uma agência do INSS.

O órgão afirma manter “ações permanentes de educação previdenciária” para orientar a população sobre o uso seguro dos serviços digitais, a proteção de dados pessoais e a realização da prova de vida. Uma das iniciativas é o Programa de Educação Previdenciária (PEP), que divulga direitos, incentiva o uso dos canais oficiais e oferece palestras, cursos a distância, materiais educativos e formação de pessoas para disseminar informações sobre a Previdência.

Denúncias e preservação de provas

Casos envolvendo a falsa prova de vida podem ser denunciados à Ouvidoria do INSS pela plataforma Fala.BR, que aceita denúncias identificadas ou anônimas. A Central 135 também recebe relatos.

O advogado Júlio Leone orienta que vítimas de prejuízo financeiro, uso indevido de documentos ou invasão de conta registrem um boletim de ocorrência na Polícia Civil. Ele recomenda guardar os registros da abordagem. “O ponto mais importante é: não apague as provas antes de registrar tudo.” Prints e comprovantes podem ajudar em pedidos de bloqueio, estorno e eventual indenização.

Texto produzido pela Redação Ponto de Hoje com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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