O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) não identifica, neste momento, riscos concretos de intervenção estrangeira nas eleições brasileiras. A avaliação é transmitida por interlocutores da Corte em meio à preocupação do governo com possíveis tentativas de influência externa no processo eleitoral.
A apreensão manifestada por fontes governamentais envolve principalmente empresas de tecnologia, redes sociais e plataformas de difícil monitoramento. Segundo essa avaliação, as big techs poderiam interferir no comportamento dos eleitores. O TSE, porém, procura reforçar a percepção de que as instituições brasileiras têm condições de lidar com eventuais pressões externas.
Interlocutores do tribunal avaliam que a diplomacia e a relação do Brasil com outros países em temas eleitorais estão, atualmente, em um “mar de almirante”. A análise considera também as visitas de delegações estrangeiras ao país. Essas missões demonstrariam admiração pela organização do sistema eleitoral, pela capacidade brasileira de analisar processos e pela legislação nacional, vista como avançada para tratar de questões atuais.
As delegações, conforme um dos interlocutores, costumam ficar “impressionadas com a força das instituições brasileiras”. A avaliação no tribunal é de que a imagem internacional do Brasil está fortalecida. A maior parte dos países que acompanham o processo eleitoral estaria interessada em conhecer a tecnologia usada no país, e não em questioná-la.








