O custo do Bolsa Família no orçamento federal deverá chegar a R$ 162,4 bilhões este ano e a R$ 178,5 bilhões em 2027 após o reajuste de 15% anunciado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva. A nova despesa representa alta de cerca de 1.380% em relação a 2004, quando o programa foi lançado e consumiu R$ 12,1 bilhões em valores atualizados pela inflação.
O aumento começa a ser pago na folha de outubro, entre o primeiro e o segundo turno das eleições. Para este ano, o impacto adicional estimado é de R$ 5,8 bilhões, que serão somados à dotação orçamentária de R$ 156,6 bilhões. Em 2027, a previsão do governo supera em R$ 22,7 bilhões o valor de R$ 155,8 bilhões previsto no projeto de lei orçamentária anual.
Evolução das despesas
O gasto do programa cresceu gradualmente até 2019, quando alcançou R$ 46,8 bilhões. Em 2020, com a pandemia de covid-19 e a criação do auxílio emergencial para um público extenso, a despesa mais que triplicou e chegou a R$ 155,1 bilhões.
Em 2021, após a redução gradual e a extinção do auxílio emergencial, o então presidente Jair Bolsonaro elevou o piso do Bolsa Família para R$ 400 em outubro. Naquele ano, o programa custou R$ 58,3 bilhões.
Em 2022, durante a tentativa de reeleição de Bolsonaro, foi criado em agosto um benefício adicional de R$ 200, com validade até dezembro. O custo do programa chegou a R$ 103,5 bilhões.
Com o retorno de Lula ao poder, o piso de R$ 600 tornou-se permanente. Também foram criados benefícios adicionais para famílias com crianças pequenas e grávidas. Em 2023, as despesas somaram R$ 184,8 bilhões, o maior valor registrado.
Depois disso, o gasto diminuiu ano a ano com medidas de fiscalização e combate à fraude, além de mudanças nas regras para a saída organizada do programa em casos de aumento de renda.








