Londrina, Terça-feira, 29 de setembro de 2026
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Política

PSOL e PT pedem investigação sobre emendas de Flávio Bolsonaro

Pedidos à PGR e ao STF citam repasse ao Ifop e mensagens entre uma assessora do senador e Robson Calixto.

Partidos vão à PGR por ligação de Flávio Bolsonaro e miliciano envolvido na morte de Marielle

A bancada do PSOL na Câmara pediu à Procuradoria-Geral da República (PGR) o aprofundamento das investigações sobre a relação entre Flávio Bolsonaro e Robson Calixto, conhecido como Peixe. O líder do PT na Câmara, deputado Pedro Uczai (SC), também acionou o Supremo Tribunal Federal (STF) para solicitar uma auditoria nas emendas destinadas pelo senador a entidades do terceiro setor no Rio de Janeiro.

As medidas têm como base o repasse de R$ 199 mil ao Instituto de Formação Profissional José Carlos Procópio (Ifop), feito em novembro de 2023. A transferência ocorreu em 29 de novembro de 2023. O instituto é investigado na Operação Emendatio, que tem como relator o ministro Alexandre de Moraes.

Mensagens obtidas pela Polícia Federal no celular de Calixto registram conversas entre ele e Maria de Fátima Bezerra Castro, assessora de Flávio Bolsonaro, sobre a liberação dos recursos. Calixto é apontado como homem de confiança de Domingos Brazão e foi condenado no processo relacionado ao assassinato da vereadora Marielle Franco.

Pedidos ao STF e à PGR

Uczai pediu ao ministro Flávio Dino que determine à Controladoria-Geral da União (CGU) a análise de todas as emendas destinadas por Flávio Bolsonaro, desde 2019, a organizações do terceiro setor no Rio de Janeiro. O deputado também solicitou acesso aos documentos do repasse e a avaliação de medidas para suspender novas parcerias e transferências ao Ifop e a outras entidades investigadas até o fim das auditorias.

O pedido inclui o encaminhamento das informações à Polícia Federal, à PGR e a Alexandre de Moraes. Já o PSOL quer que Flávio Bolsonaro seja ouvido para esclarecer se conhecia as conversas de seus assessores com Calixto, se participou da escolha e da liberação dos recursos e se manteve contato com o investigado ou representantes das entidades.

A bancada também questiona quem indicou as instituições beneficiadas, se houve orientação ou autorização do senador para a negociação das verbas e se ele tinha conhecimento sobre a aplicação dos recursos e a prestação de contas.

Uma auditoria do Tribunal de Contas da União, incorporada ao inquérito da PF, identificou pagamentos do Ifop a um escritório de advocacia pertencente aos próprios dirigentes da entidade. Os investigadores tratam o registro como possível indício de desvio de finalidade.

Flávio Bolsonaro não é alvo dos mandados da operação. O senador afirma que as emendas seguiram a legislação e os critérios técnicos do Ministério do Esporte e que a execução dos recursos cabe às entidades beneficiárias.

Texto produzido pela Redação Ponto de Hoje com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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