RIO DE JANEIRO — A diferença entre Eduardo Paes (PSD) e Douglas Ruas (PL) na disputa pelo governo do estado do Rio de Janeiro caiu de 28 pontos percentuais para 21 pontos em três semanas, segundo pesquisa Datafolha divulgada nesta sexta-feira (21). Paes tem 49% dos votos válidos, enquanto Ruas soma 28%.
O levantamento considera apenas os eleitores que escolheram um candidato. Pelas regras eleitorais, a vitória no primeiro turno ocorre quando um postulante obtém mais da metade dos votos válidos.
Anthony Garotinho (Republicanos), ex-governador, aparece com 11%, mesmo percentual registrado na pesquisa anterior. O Tribunal Regional Eleitoral indeferiu o registro da candidatura nesta sexta, depois que o levantamento foi concluído. Garotinho pode recorrer ao Tribunal Superior Eleitoral para tentar manter o nome na urna.
Entre todos os entrevistados, sem o cálculo restrito aos votos válidos, Paes tem 43% das intenções de voto. Ruas aparece com 25% e Garotinho, com 10%. Os demais candidatos oscilaram dentro da margem de erro em relação à pesquisa anterior. Ruas variou 6 pontos percentuais para cima, no limite da margem.
Demais candidatos e cenário de segundo turno
João Jacques Busnello (Missão), Willian Siri (PSOL), André Marinho (Novo) e Cyro Garcia (PSTU) registraram 2% cada um. Juliete Pantoja (UP) e Luan Monteiro (PCO) tiveram 1% cada. Os percentuais indicam empate técnico entre os candidatos desse grupo.
A parcela dos entrevistados que declarou voto branco ou nulo ficou em 9%, ante 16% no levantamento anterior. Outros 3% disseram estar indecisos, contra 4% anteriormente.
Na simulação de segundo turno entre Paes e Ruas, realizada pela primeira vez, 54% escolheram o ex-prefeito e 34% optaram pelo presidente da Alerj. Nesse cenário, 10% não escolheriam nenhum dos dois e 2% se declararam indecisos.
A pesquisa foi registrada no Tribunal Superior Eleitoral sob o número RJ- 09217/2026 e ouviu 1.204 eleitores de terça-feira (8) a esta sexta. A margem de erro é de três pontos percentuais para mais ou para menos.
A avaliação do governo interino do desembargador Ricardo Couto permaneceu estável. A gestão foi considerada boa ou ótima por 27%, regular por 39% e ruim ou péssima por 17%. Na pesquisa anterior, os índices eram de 28%, 38% e 16%, respectivamente.








