Otavio Pivetta (Republicanos) foi reeleito governador de Mato Grosso nesse domingo, 4. Ele chegou ao cargo depois de atuar como vice-governador de Mauro Mendes, com quem formou chapa em 2018. Em março de 2026, assumiu o governo após a renúncia de Mendes, que deixou a função para disputar o Senado. Pivetta está filiado ao Republicanos desde 2022.
Durante a campanha, o governador enfrentou a saída do deputado federal Fábio Garcia, que desistiu de concorrer a vice-governador a dois meses da eleição. A decisão ocorreu em meio a uma investigação sobre um suposto desvio de mais de R$ 308 milhões em um acordo entre o governo de Mato Grosso e a operadora Oi. Gisela Simona (União) foi escolhida para substituí-lo na chapa. A vitória de Pivetta já era apontada pelas pesquisas.
Patrimônio e propostas
Produtor rural, Pivetta declarou à Justiça patrimônio de R$ 575,68 milhões. O montante é cerca de 52% superior aos R$ 378,9 milhões informados por ele em 2022, colocando-o como o terceiro candidato mais rico do País.
As propostas apresentadas na campanha incluíram a criação do Batalhão Rural, o uso de drones no monitoramento das fronteiras e novas unidades da Casa da Mulher Brasileira. Também foram citadas a expansão da Ferrovia Senador Vicente Vuolo e a continuidade da duplicação da BR-163.
O plano de governo prevê ainda investimentos nas cadeias do etanol de milho e da soja, um polo têxtil, melhorias na infraestrutura energética do campo e a manutenção de incentivos fiscais vinculados à geração de empregos. Para a administração pública, Pivetta propôs integração de dados entre órgãos, equilíbrio fiscal e parcerias com os 142 municípios.
Carreira e processos
Natural de Caiçara (RS), Pivetta começou na política em Lucas do Rio Verde, no norte de Mato Grosso. Foi eleito prefeito pela primeira vez em 2000, pelo PDS, e voltou ao cargo em 2012, pelo PDT. Também foi deputado estadual de Mato Grosso em 2006 e vice-governador na chapa de Silval Barbosa (PDT) quatro anos depois.
Em 2016, o TRE-MT cassou o registro de sua candidatura à Prefeitura de Lucas do Rio Verde na véspera da eleição. A decisão ocorreu depois que ele foi incluído em uma lista do TCU relacionada a contas rejeitadas. O caso envolvia um convênio de 2001 para a compra de uma unidade móvel de saúde e a Operação Sanguessuga. Candidato pelo PSB, Pivetta não disputou aquele pleito. Em dezembro, a Segunda Seção do Tribunal Regional Federal da 1ª Região o absolveu na ação penal.
Em 2021, quando era vice-governador, foi indiciado pela Polícia Civil de Santa Catarina por suspeita de lesão corporal leve contra Viviane Cristina Kawamoto. O episódio ocorreu em julho, em um apartamento em Itapema (SC). Pivetta negou as agressões, foi preso em flagrante e liberado após pagar fiança de R$ 6,6 mil.








