Londrina, Terça-feira, 29 de setembro de 2026
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Política

Mensagens mostram cobranças por recursos para o filme Dark Horse

Conversas de Daniel Vorcaro e Fabiano Zettel registram pressão por aportes, entraves cambiais e pagamentos ligados à produção.

Pressão para liberar recursos a ‘Dark Horse’ foi intensa e constante, revelam mensagens de Vorcaro

Mensagens atribuídas ao banqueiro Daniel Vorcaro mostram cobranças recorrentes para liberar recursos destinados a Dark Horse, filme de propaganda sobre Jair Bolsonaro (PL). As conversas com o cunhado Fabiano Zettel registram atrasos, dificuldades operacionais e a pressão de pessoas envolvidas na produção.

Em 20 de janeiro de 2025, Zettel avisou que o responsável pelo filme o pressionava e havia enviado um fluxo de pagamentos. Na véspera, o publicitário Thiago Miranda havia informado que aquela era a data limite para o primeiro aporte.

No dia seguinte, enquanto os dois tratavam de um fluxo de “55,5 milhões”, Vorcaro perguntou se o filme estava incluído. Zettel respondeu que não e mencionou um pagamento de “10 de 2.5 de dólares”. Uma semana depois, Vorcaro classificou a tarefa como “o mais importante disparado” e advertiu que não poderia haver novo fracasso.

Entraves para os pagamentos

Em 29 de janeiro, Zettel relatou que a empresa criada para fazer os pagamentos não tinha cadastro suficiente para realizar os câmbios do filme. No dia seguinte, informou que o repasse seria de “2M de dólares”. A indefinição sobre qual empresa faria o pagamento continuou nos dias seguintes, com novas cobranças de Vorcaro e reclamações de Zettel.

Em 3 de fevereiro, o banqueiro voltou a questionar a falta de avanço. Zettel afirmou que precisava da empresa responsável pelo filme e pediu a liberação de uma TED. Depois, informou ter enviado uma carta de “34M” para cobrir o filme, SL e despesas.

Em 5 de fevereiro, Vorcaro sugeriu fazer a operação por meio da Entre Investimentos e Participações, de Antonio Carlos Freixo Júnior, conhecido como Mineiro. Zettel disse que pediria ajuda a Mineiro, e Vorcaro determinou o envio do dinheiro. As conversas mencionaram uma estrutura que movimentaria mais de 60 milhões de reais supostamente destinados a Dark Horse.

Em 6 de fevereiro, Thiago Miranda informou a Vorcaro que o pagamento do filme estava parado. O banqueiro respondeu que os recursos haviam sido devolvidos duas vezes por problemas no câmbio. Em 11 de fevereiro, Zettel disse que havia encaminhado a operação a Mineiro, que também enfrentava dificuldades.

Três dias depois, Zettel compartilhou um comprovante de transferência de 2 milhões de dólares da Entre Investimentos para o Havengate Development Fund LP, fundo sediado no Texas, nos Estados Unidos, sob responsabilidade do advogado Paulo Calixto.

Investigação sobre o financiamento

Em 12 de março, Miranda informou que apenas a primeira parcela de janeiro havia sido paga. Vorcaro cobrou então o pagamento da segunda e da terceira parcelas. Em 18 de agosto de 2025, Miranda voltou a informar que parcelas não haviam sido depositadas na semana anterior.

Vorcaro chegou a pagar mais de 60 milhões de reais por meio do Havengate. O acordo inicial previa um aporte de cerca de 134 milhões de reais. O financiamento de Dark Horse é investigado pela Polícia Federal, que apura suspeitas de lavagem de dinheiro, evasão de divisas, corrupção e outros possíveis crimes atribuídos, em tese, a Flávio Bolsonaro.

Texto produzido pela Redação Ponto de Hoje com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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