SÃO PAULO — Candidata ao Senado por São Paulo, Marina Silva defende a integração de órgãos de segurança, fiscalização e controle para enfrentar a atuação do crime organizado em setores da economia legal. A proposta inclui a criação de um gabinete institucional para coordenar as ações no estado.
A candidata da Rede afirma que a Operação Carbono Oculto mostrou a importância de reunir diferentes instituições para atingir as fontes de financiamento das facções criminosas. O modelo defendido por Marina prevê a participação das polícias, da Receita Federal, do Ministério Público e da Polícia Federal.
“Sem combater os que financiam e aqueles que produzem dados e inteligência para a criminalidade e o crime organizado em São Paulo, a gente não vai conseguir ser vitorioso”, afirma.
Na avaliação de Marina, o governador deve liderar a articulação e divulgar, a cada três meses, um balanço das providências adotadas. O acompanhamento, segundo ela, deve apresentar os resultados obtidos e os desafios ainda pendentes. A candidata também defende mecanismos específicos de proteção para mulheres e pessoas vulneráveis.
Reforma do Judiciário
Marina classifica como gravíssima a crise atual no Supremo Tribunal Federal e defende uma reforma ampla do Judiciário. Ela afirma que situações consideradas inaceitáveis precisam ser investigadas.
A candidata também sustenta que o ministro Alexandre de Moraes deveria se afastar do cargo para se defender de uma acusação de ligação com o ex-banqueiro Daniel Vorcaro.
Entre as mudanças que propõe para o STF estão a definição de idade mínima para ocupar o cargo de ministro e a fixação de um período de mandato. Marina também defende a aprovação de um Código de Ética do Judiciário.
“Espera que se faça uma ampla reforma do Judiciário e que se aprove o Código de Ética do Judiciário”, declarou.








